Valter Campanato/Agência Brasil - 31/1/2019
Valter Campanato/Agência Brasil - 31/1/2019

Vale nomeia Eduardo Salles Bartolomeo como presidente interino

Bartolomeo passa a exercer as funções de Fabio Schvartsman, presidente afastado após recomendação do MPF

REUTERS, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2019 | 10h41

BRASÍLIA - O Conselho de Administração da Vale nomeou no sábado, 2, Eduardo de Salles Bartolomeo para ocupar interinamente a presidência da empresa, depois da recomendação do Ministério Público Federal de que o atual presidente, Fabio Schvartsman, e outros executivos, fossem afastados em meio às investigações sobre o rompimento da barragem de rejeitos da companhia em Brumadinho (MG).

Em nota, a empresa informa que recebeu os pedidos de afastamento temporário de suas funções de Schvartsman e dos diretores Gerd Peter Poppinga (Ferrosos e Carvão),  Lucio Flavio Gallon Cavalli (Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão), e Silmar Magalhães Silva (Operações do Corredor Sudeste). Os pedidos foram imediatamente aceitos.

Claudio de Oliveira Alves, atual Diretor de Pelotização e Manganês, ocupará interinamente a função de Diretor-Executivo de Ferrosos e Carvão e Mark Travers, atual Diretor Jurídico, de Relações Institucionais e Sustentabilidade de Metais Básicos, será o diretor interino de Metais Básicos.

Em nota, o MP informou ainda o pedido de afastamento de outras 10 pessoas, entre gerentes executivos, geólogos e engenheiros da empresa. “A recomendação, que foi entregue na noite da última sexta-feira a advogados do Conselho de Administração da VALE S.A., teve por base as evidências obtidas até o momento sobre o envolvimento das pessoas indicadas em fatos relacionados ao rompimento da barragem B1, em 25 de janeiro de 2019, que resultou na morte de centenas de pessoas, além de graves danos econômicos, sociais e ambientais, ainda não mensurados em toda a sua extensão”, diz a nota.

Os procuradores pedem ainda que os afastados sejam impedidos de entrar nas dependências da empresa e que os demais funcionários não compartilhem com eles informações profissionais.

Uma barragem de rejeitos da mina de minério de ferro Córrego do Feijão, da Vale, rompeu-se em Brumadinho (MG) em 25 de janeiro, liberando uma onda de resíduos de beneficiamento que soterrou trabalhadores e moradores locais. O desastre deixou pelo menos 186 mortos confirmados e mais de 100 desaparecidos.

A Vale ainda não apontou motivos para o desastre socioambiental. Autoridades ainda investigam o que pode ter causado o acidente.

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