Vale pode cortar participação em joint-venture no Ceará

Mineradora está negociando para reduzir sua fatia de 50% para 30% em construção de usina siderúrgica 

Reuters,

25 de abril de 2011 | 07h20

A Vale está negociando para reduzir sua participação em uma joint-venture no Ceará com duas empresas sul-coreanas para a construção de uma usina siderúrgica integrada no Brasil, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto nesta segunda-feira.

A mídia local publicou que a participação da Vale pode cair de 50% para 30% na segunda fase da construção da usina, enquanto as siderúrgicas Posco e Dongkuk Steel podem aumentar suas parcelas para 35% cada.

A Posco, terceiro maior grupo produtor de aço do mundo, e a rival de menor porte Dongkuk Steel aceitaram ter uma participação inicial de 20% e 30%, respectivamente, no projeto.

"A Posco e a Dongkuk estão negociando para aumentar suas participações na joint-venture com a Vale na segunda etapa da construção", disse uma fonte da indústria à Reuters. "Mas nada foi decidido ainda. A segunda fase vai começar depois que a primeira for completada, em 2014", acrescentou a fonte.

A Vale assinou em novembro acordo preliminar para assumir uma participação de 50% na primeira fase de um projeto de construção de uma usina siderúrgica com capacidade anual para 3 milhões de toneladas, que ficará pronta em 2014. O projeto deve exigir investimentos de US$ 4 bilhões na primeira etapa.

A usina será instalada em Ceará e terá outra unidade com capacidade para 3 milhões de toneladas anuais de aço na segunda fase de construção.

Um porta-voz da Posco disse que "estamos considerando ampliar nossa participação na joint-venture se procedermos com a segunda fase." Ele acrescentou que o conselho da companhia deve aprovar o plano para participar da primeira fase da construção no próximo mês.

A Vale tem sido pressionada pelo governo para criar mais empregos no país por meio do investimento em projetos siderúrgicos, um negócio que a empresa afirma não ter interesse em ser sócia majoritária para não colocar a companhia em competição direta com seus clientes, usinas siderúrgicas.

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