Vale prevê que produção vai continuar forte em 2011

O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse hoje que a mineradora está operando com alto nível de produtividade e eficiência e que especificamente a produção de minério de ferro deve continuar forte em 2011. "Estamos no melhor momento da história", afirmou a jornalistas, após encontro com cerca de 100 investidores estrangeiros na Bolsa de Nova York. As ações da Vale completam este ano 10 anos.

LUCIANA XAVIER, Agencia Estado

18 de outubro de 2010 | 17h06

A Vale informou hoje que a produção de minério de ferro totalizou 82,6 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2010 - a melhor performance desde o recorde de 85,8 milhões de toneladas registrado no terceiro trimestre de 2008. O número representa um aumento de 8,9% em relação ao segundo trimestre de 2010 e de 23,7% ante igual período do ano passado. "Estamos em posição muito forte financeira e operacionalmente", afirmou o executivo. Segundo Agnelli, a companhia pretende entregar todos os projetos atualmente em andamento até 2015.

Ásia

Agnelli afirmou que a economia brasileira está indo muito bem e que a companhia conta com a continuidade do crescimento dos emergentes, especialmente a Ásia para manter forte a demanda da mineradora. Segundo ele, as vendas para a Ásia devem passar de ao redor de 52% hoje para cerca de 80% nos próximos cinco anos.

"Acordo todos os dias e rezo para a China continuar a crescer", brincou Agnelli. Além da Ásia, a Vale está também atenta às perspectivas na África. "A África está se desenvolvendo e deve se tornar muito grande em 10, 15 anos", acrescentou Agnelli.

Lula e Dilma

O presidente da Vale afirmou não ter problemas com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva nem com a candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff. "Nossa relação é muito forte", disse hoje na Bolsa de Nova York.

Na semana passada, na Zâmbia (África), Agnelli fez comentários que desagradaram tanto o PT como o PSDB, ao dizer que a mineradora seria alvo de "jogo político". Ao ser questionado sobre se poderia sair da presidência da Vale diante de uma vitória de Dilma ou mesmo de José Serra (PSDB), Agnelli mostrou-se calmo. "Não há comentários adicionais a serem feitos. Os acionistas decidem o que eles querem fazer. Se eles querem trocar, eles trocam", afirmou o executivo, em entrevista a jornalistas.

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