‘Vamos dobrar as vendas em 2011’, diz presidente da Audi Brasil

Paulo Kakinoff conta que o compacto A1, que começa a ser vendido no ano que vem por cerca de R$ 90 mil, deve concentrar 40% das vendas da marca no País

Leticia Bragaglia, do Economia & Negócios,

08 de novembro de 2010 | 07h45

Aos 36 anos, Paulo Kakinoff trabalha até 14 horas por dia para alavancar o desempenho da Audi no Brasil. Tamanho esforço tem dado resultados: o portfólio da empresa no País cresceu 60% este ano, o maior salto entre todas as filiais da montadora no mundo (assista à entrevista completa nos 3 vídeos anexados).

Em entrevista ao Economia & Negócios, gravada durante o 26º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, Kakinoff falou sobre os principais lançamentos da marca, que oferece atualmente 30 modelos de carros para o consumidor brasileiro. "A estrela do público, por ser mais acessível, é o compacto A 1, que será vendido por cerca de R$ 90 mil no ano que vem. A pré-venda já começa no dia 15 de novembro," explica Kakinoff.

Apaixonado pela indústria automobilística desde criança, o executivo, que nasceu no ABC paulista, começou a carreira na Volkswagen, aos 18 anos, e só saiu de lá, para trabalhar na Audi, há dois anos. "Desde criança eu sonhava em trabalhar com carros. Quando fui convidado para ser o presidente da Audi Brasil achei que estava entendendo errado, já que o convite foi feito em Alemão," conta ele, bem humorado.

Kakinoff é modesto ao dividir o sucesso da marca no Brasil com a equipe. "Na nossa gestão a hierarquia não é supervalorizada. As pessoas iriam se surpreender se assistissem às nossas reuniões. Nos últimos tempos as opiniões que têm prevalecido durante as discussões são as do estagiário" diz Kakinoff, que costuma perder o sono por causa de trabalho. "As boas idéias surgem, às vezes, de madrugada. Nessas horas tenho vontade de levantar, tomar um banho e correr para o escritório, por causa da ansiedade."

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