‘Vamos manter o controle da inflação’, diz Dilma

Presidente afirmou ainda que manterá a economia crescendo sistematicamente

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo, e Kelly Lima, da Agência Estado,

27 de janeiro de 2011 | 18h18

Questionada sobre a situação da economia brasileira, às vésperas de completar um mês de governo, a presidente Dilma Rousseff prometeu nesta quinta-feira, 27, crescimento consistente e inflação controlada. "Vamos manter o controle da inflação. Não negociaremos com a inflação. Vamos manter a economia crescendo sistematicamente", respondeu a presidente.

Em seguida, voltou a pregar a redução da desigualdade como ponto crucial para o desenvolvimento. "Um país só é de fato rico - e o Brasil pode ser um país rico - se formos capazes de reduzir a desigualdade regional e a desigualdade social. Vamos continuar buscando essa redução", concluiu.

Sem cortes no PAC

Em mais um episódio do vai-e-vem sobre cortes no Orçamento deste ano, Dilma assegurou que não haverá redução dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, já falaram, em ocasiões diferentes, na possibilidade de pequenos cortes no programa. Nesta quinta, no entanto, a presidente foi enfática.

"Nós não vamos, não vamos - vou repetir três vezes - não vamos contingenciar o PAC", afirmou Dilma em entrevista coletiva no Rio. Questionada, Miriam Belchior disse apenas que a presidente já havia respondido a questão. "Nada mudou", disse a titular do Planejamento.

A novela sobre inclusão ou não do PAC nos cortes do Orçamento se arrasta desde o início de dezembro, quando Mantega afirmou que o programa poderia "ter alguma postergação". No dia seguinte, foi desautorizado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Vocês estão vendo a minha fisionomia? Vocês acham que estou com cara de que vai ser cortado um único centavo do PAC?", perguntou Lula aos jornalistas.

No dia 14 de janeiro, depois da primeira reunião ministerial do governo Dilma, Miriam Belchior disse que "o PAC está preservado dependendo do contingenciamento que será necessário fazer". Na quarta-feira passada, a ministra do Planejamento afirmou que o programa poderia ser atingido, ainda que minimamente. "O cobertor é curto. Vamos fazer a melhor escolha dentro dessa lógica. Se tiver que pegar um pouquinho o PAC, será o mínimo possível", disse Miriam.

Nesta quinta, a presidente negou qualquer corte. "Temos hoje um volume de obras que nunca tivemos no Brasil", afirmou Dilma, citando o PAC e o programa Minha Casa, Minha Vida. "O fato é que o Brasil mudou. Investimento é uma coisa que se espalha", insistiu Dilma.  

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