Vazamento é de total responsabilidade da Chevron, diz ANP

Técnico ressaltou, no entanto, que a multinacional agiu corretamente para conter a expansão do vazamento e lembrou que aguarda um relatório final da empresa até o próximo dia 7

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado,

29 de novembro de 2011 | 14h08

O biólogo e assessor técnico da Agência Nacional de Petróleo (ANP) Silvio Jablonski afirmou que a responsabilidade da Chevron no vazamento de óleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, "é direta é total", conforme contrato de concessão firmado com a agência reguladora. Durante audiência pública realizada hoje na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado, Jablonski ressaltou, entretanto, que a multinacional agiu corretamente para conter a expansão do vazamento e lembrou que aguarda um relatório final da empresa até o próximo dia 7. "Está no contrato de concessão, a empresa responde por todas as licenças, todos os projetos, todas as consequências", esclareceu.

Jablonski confirmou o volume de óleo vazado, conforme estimativa divulgada pela Chevron: cerca de 2.400 barris, que equivalem a 400 mil litros de petróleo. Ele ponderou que a ANP, em momento algum, cogitou cassar o registro da Chevron no Brasil, apenas determinou a suspensão temporária das perfurações no local. Segundo ele, trata-se de um campo de produção significativa, equivalente a 70 mil barris por dia.

O assessor da ANP acrescentou, ainda, que a Chevron aguarda autorização da agência para perfurar a camada de pré-sal no Campo de Frade. No entanto, ressaltou que a empresa estava explorando a camada de pós-sal, quando ocorreu o acidente.

O presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), surpreendeu-se com a falta de contingente da ANP para fiscalizar os campos em operação em todo o País e com a não destinação das multas à recomposição do dano ambiental. "O Brasil tem de tomar medidas preventivas fortes para estar à altura do desafio do pré-sal, é preciso redimensionar a ANP e rever a destinação das multas", defendeu.

Segundo o assessor técnico da ANP, são perfurados cerca de 900 poços de petróleo por ano no País, uma média de três por dia, e no entanto, são apenas 15 técnicos qualificados à frente das ações de gestão e segurança operacional dos poços. "É assustadora essa cultura de somente corrermos atrás do prejuízo, precisamos expandir capacidades que normalmente deveriam ser de prevenção e pronta resposta", criticou o deputado Alfredo Sirkis 

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