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Vazamentos de óleo na bacia amazônica deixam governo brasileiro em alerta

Um dos derramamentos ocoreu no rio Negro, nas proximidades de Manaus, e outro no Napo, na selva equatoriana; Ibama propõe uma 'coordenação de emergência'

Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

05 de junho de 2013 | 20h54

Dois vazamentos de óleo na bacia amazônica, uma no rio Negro, nas proximidades de Manaus, e outra no Napo, na selva equatoriana, deixaram o governo brasileiro em alerta. A Capitania dos Portos do Amazonas abriu inquérito para apurar o derramamento de diesel nas instalações da Transpetro na última segunda-feira. Em outro acidente, de maior proporção, no dia 31, da Petroecuador, o rompimento de uma tubulação formou uma mancha negra que já atinge dezenas de comunidades nativas no Equador.

A Capitania dos Portos do Amazonas deverá divulgar nota nesta quinta-feira para dar detalhes do acidente do rio Negro, que já estaria controlado. Antes mesmo que a informação sobre o vazamento na Transpetro chegasse a Brasília, o governo montava uma força tarefa para impedir que o rompimento do oleoduto da Petroecuador, na amazônia equatoriana, atinja as águas do rio Solimões, no Estado do Amazonas. A embaixada brasileira em Quito foi informada pela empresa que 6.800 barris de óleo vazaram de uma tubulação, nas margens do Napo, afluente do Solimões, após a queda de uma barreira durante as chuvas que atingiram o país no último dia 31.

Na noite desta quarta-feira, representantes da Marinha, da Agência Nacional do Petróleo e Petrobrás avaliavam, no Rio, medidas para conter a entrada da mancha de óleo na parte brasileira da bacia amazônica. O Ibama informou ter recebido um alerta na noite de terça-feira da Petrobrás sobre o derramamento de petróleo pesado. O órgão avaliou que há possibilidade de a mancha chegar a Tabatinga, no Estado do Amazonas. O Ibama propôs ao Ministério do Meio Ambiente a formação de uma "coordenação de emergência".

A possibilidade de a mancha chegar ao Brasil seria, a princípio "remota", porque o óleo derramado seria extremamente pesado. O óleo, porém, já atingiu 12 comunidades nativas do Loreto, no norte do Peru, região próxima à fronteira com Tabatinga, no Amazonas, segundo o governo peruano. Comunidades indígenas estão sendo orientadas a não consumir a água do rio Napo.

Nas primeiras avaliações dos técnicos brasileiros, uma contenção para evitar o avanço da mancha só pode ser feita no Peru, onde a largura do rio Amazonas, que passa a se chamar Solimões em Tabatinga, é menor. O governo estará à disposição do Equador e do Peru para socorrer comunidades ribeirinhas atingidas.

A presidente Dilma Rousseff foi informada do rompimento do oleoduto pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante reunião do Fórum Brasileiro sobre Mudanças Climáticas, no Palácio do Planalto, evento comemorativo do Dia do Meio Ambiente. A informação, repassada por bilhete, deixou Dilma visivelmente irritada.

Diferentemente do Ibama, Lobão repassou a Dilma a preocupação com o impacto do rompimento do oleoduto no Solimões. Em nota, a Petroequador informou que o vazamento ocorreu durante bombeamento de 120 mil barris de petróleo. No bilhete à presidente, Lobão relatou que já havia acionado a Petrobrás, a Agência Nacional de Petróleo e o Ibama. 

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