Eldorado Brasil/Divulgação
Eldorado Brasil/Divulgação

Venda da Eldorado pode ser discutida em câmara de arbitragem

Compra do controle da produtora de celulose da J&F Investimentos pela canadense Paper Excellence é alvo de disputa entre as partes

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2018 | 04h00

A compra do controle da companhia de celulose Eldorado, que pertence à família Batista, pode ser discutida em câmara de arbitragem, apurou o ‘Estado’. Desentendimentos entre os compradores – a companhia canadense Paper Excellence (PE) – e os donos da JBS podem levar a nova negociação nos próximos dias, de acordo com fontes a par do assunto.

Diante do impasse – pelo curto prazo para concluir 100% da compra da empresa –, a negociação poderá ser discutida na câmara arbitral para fazer valer o acordo fechado no início de setembro passado. O processo ocorre sob sigilo.

Como o acordo para venda do controle expira no dia 3 de setembro, o tempo dos compradores é curto para concluir o negócio nos termos acertados há um ano, sem que o valor do negócio seja revisto.

Procurada, a J&F não comenta. Em nota, a Paper Excellence informa que vem cumprindo todas as cláusulas estipuladas no contrato e reitera que está pronta para realizar o fechamento, tendo disponíveis, desde meados de julho, todos os recursos necessários à conclusão da transação (R$ 10,8 bilhões em recursos próprios). BNDES e Caixa não retornaram os pedidos de entrevista.

Dona do maior frigorífico de carne bovina do mundo, a família Batista vendeu importantes negócios de sua holding, a J&F para ganhar liquidez. A Alpargatas foi vendida para o Itaúsa por R$ 3,5 bilhões. Já a Vigor, fabricante de lácteos, para a mexicana Lala em uma operação avaliada em R$ 5 bilhões. A família também vendeu negócios de carnes da América do Sul para o Minerva, por cerca de R$ 1 bilhão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.