Venda da Seara não teve atuação de bancos, diz Marfrig

O presidente da Marfrig, Sérgio Rial, disse que a negociação para a venda da Seara Brasil à JBS e do negócio de couro no Uruguai (Zenda) por R$ 5,85 bilhões não teve envolvimento de bancos. O executivo afirmou que a Marfrig continua em bovinos, com um faturamento de R$ 16 bilhões, o que significa uma redução de um terço após a venda. A Seara Brasil atua em aves e suínos.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

10 de junho de 2013 | 09h16

Já o presidente da JBS, Wesley Batista, afirmou que o movimento da companhia foi estratégico para agregar valor e expandir o segmento de industrializados. Segundo o executivo, com a aquisição da Seara Aves, a JBS passará a ter um abate diário de 12 mil aves por dia. Além disso, de acordo com Batista, a JBS será a segunda maior empresa brasileira de industrializados e a segunda maior de aves do mundo.

Batista destacou que a JBS tem condições de absorver as dívidas de curto prazo envolvidas na transação. "Ainda é cedo para saber se iremos acessar o mercado de capitais", disse Batista, frisando que o negócio não inviabiliza o processo de desalavancagem da empresa.

Conforme fato relevante publicado na manhã desta segunda-feira, 10, a Marfrig e o JBS informaram que o valor da transação será pago por meio da assunção de dívidas da Marfrig pela JBS. Segundo as empresas, o contrato está condicionado à aprovação pelas autoridades competentes, incluindo o Cade. A operação já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as empresas.

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