Venda de 15% da CBMM avalia mineradora em US$13 bi

Um consórcio chinês de cinco estatais pagou 1,95 bilhão de dólares por uma participação de 15 por cento na produtora brasileira de nióbio CBMM, sinalizando o crescente apetite da China para assegurar oferta de recursos minerais.

REUTERS

02 de setembro de 2011 | 09h18

O acordo avalia a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, maior produtora mundial de nióbio, em 13 bilhões de dólares e coloca o grupo chinês de frente com um grupo de empresas do Japão e Coreia do Sul que havia comprado outros 15 por cento da CBMM em março.

A família Moreira Sales, que integra o controle do banco Itaú Unibanco, detém os demais 70 por cento da CBMM e sob os termos do acordo, a composição da empresa será mantida por enquanto, disse uma fonte.

O nióbio é usado na fabricação de aço inoxidável e superligas usadas em carros, tubulações de petróleo e gás, pontes e motores de aviões. O Brasil detém as maiores reservas provadas de nióbio do mundo. A demanda global pelo metal cresceu cerca de 10 por cento por ano durante 2002 e 2009, segundo a CBMM, que tem operações em Minas Gerais.

A mina operada pela CBMM controla 80 por cento da oferta mundial de nióbio, acrescentou a fonte, e o acordo ajudará a China a assegurar o futuro de sua indústria siderúrgica.

O consórcio chinês foi assessorado pelo banco UBS, disseram fontes próximas do assunto à Reuters, e é formado por Baoshan Iron & Steel (Baosteel), CITIC Group, Anshan Iron & Steel Group, Shougang Corp e Taiyuan Iron & Steel Group, afirmou a Baosteel em comunicado nesta sexta-feira.

A agência oficial de notícias da China divulgou o acordo na quinta-feira.

Em março, um consórcio de quatro companhias japonesas --JFE Holdings, Nippon Steel, Sojitz Corp e Japan Oil, Gas & Metals National Corp-- que incluiu as sul-coreanas National Pension Service e Posco comprou uma participação combinada de 15 por cento na CBMM por cerca de 1,8 bilhão de dólares.

(Por Ruby Lian e Denny Thomas)

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