Venda de veículos tem queda de 13,4%

Redução foi registrada na primeira quinzena de julho; empresas têm estoque para 39 dias  

Cleide Silva, de O Estado de S. Paulo,

15 de julho de 2013 | 21h32

As vendas de veículos novos na primeira metade do mês caíram 13,4% em relação ao mesmo período de junho e 2,66% na comparação com a primeira quinzena de julho de 2012. Incluindo caminhões e ônibus, foram comercializadas 141,3 mil unidades até sexta-feira.

Só em automóveis e comerciais leves foram 133,7 mil unidades, queda de 13,9% ante o mesmo período do mês passado e de 4,4% em relação aos números de um ano atrás, segundo dados parciais do mercado.

No acumulado do ano, as vendas totais somam 1,94 milhão de unidades, 3,2% a mais que em igual intervalo do ano passado. Apesar da queda nos primeiros 15 dias, a indústria prevê para o mês vendas de 355 mil veículos, ante 318 mil em junho e 364,2 mil em julho de 2012.

O setor automobilístico iniciou julho com estoques de 415,3 mil veículos, o equivalente a 39 dias de vendas. No mês anterior, fábricas e revendas contabilizavam 385,3 mil carros nos pátios, suficientes para 36 dias de vendas.

Férias coletivas. Pelo menos uma montadora, a General Motors, dará férias coletivas aos 750 funcionários da linha de produção do modelo Classic, em São José dos Campos (SP), "com o objetivo de ajustar sua produção à demanda do mercado", segundo informou a empresa. Eles ficarão em casa de 22 a 4 de agosto.

A Volkswagen também iniciou ontem período de 10 dias de férias coletivas para 1,7 mil funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), mas, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o motivo é um ajuste na linha de produção da picape Saveiro. A empresa confirma a parada, mas apenas diz tratar-se de "ajustes técnicos em parte da linha de montagem na unidade Anchieta".

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim (MG) a Fiat chegou a cogitar uma paralisação de 10 dias neste mês, mas depois optou por paralisações pontuais. Ontem e hoje a fábrica mineira está parada em razão de feriado local.

"O ritmo das vendas diminuiu, há muitas ofertas e os estoques estão altos", confirma o consultor da ADK Automotive, Paulo Roberto Garbossa.

Ele lembra ainda que a base de comparação começa a ficar mais apertada pois, ao contrário da primeira metade de 2012, durante toda a segunda metade do ano o mercado operou com o benefício do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Projeções. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta para o ano crescimento de 3,5% a 4,5% nas vendas, para volume recorde de quase 3,9 milhões de unidades. Até maio, o setor crescia a um ritmo de 8% no acumulado, mas em junho baixou para 4,8% e atualmente está em 3,2%. 

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