Venda pela internet sobe 27% no 1º semestre e bate R$ 4,8 bi

Artigos de informática e eletrodomésticos, que estão com o IPI reduzido, alavancaram vendas das lojas virtuais

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

18 de agosto de 2009 | 10h42

As vendas realizadas por meio da internet apresentaram crescimento de 27% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, com um faturamento bruto total de R$ 4,8 bilhões, de acordo com dados da empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit, divulgados nesta terça-feira, 18.

 

O tíquete médio das compras realizadas em sites da rede mundial de computadores foi de R$ 323 no período, o que representa uma alta de 5%, na mesma base de comparação. Segundo a e-bit, o crescimento da comercialização de eletrodomésticos, por conta da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e de artigos de informática contribuiu para o aumento do valor das compras realizadas pelo consumidor via internet.

 

A participação da B2W, empresa formada pela fusão de Submarino e Americanas.com, atingiu 35,7% no segundo trimestre de 2009, o que representa uma queda de 4,6 pontos porcentuais em relação ao mesmo período de 2008, conforme a e-bit. No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, a fatia de mercado da B2W foi de 36%, ante 41,5% dos primeiros seis meses do ano passado.

 

Além da entrada de novas empresas na rede - com destaque para Wal-Mart e Casas Bahia - e o fortalecimento das operações de concorrentes, como Ponto Frio e Extra.com, a e-bit atribui a menor participação da B2W ao aumento da presença de pequenas e médias empresas no segmento.

 

Para o segundo semestre deste ano, período que responde por 55% do faturamento do setor, a e-bit prevê a manutenção do crescimento das vendas. A previsão é que as receitas das empresas de comércio eletrônico atinjam R$ 5,8 bilhões nos últimos seis meses de 2009, o que levaria o total deste ano a R$ 10,6 bilhões, um crescimento de 28% em relação ao ano passado.

 

Segundo a e-bit, os livros e assinaturas de revistas e jornais lideraram as vendas em quantidade de pedidos no primeiro semestre, seguidos por produtos de saúde, beleza e medicamentos, informática, eletrodomésticos e eletrônicos.

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