Vendas da Renault caem 14% e empresa decide frear produção

Montadora francesa vai fechar temporariamente fábricas na Romênia, Espanha e França nos próximos meses

Marcílio Souza, da Agência Estado,

14 de novembro de 2008 | 09h20

A montadora francesa Renault disse nesta sexta-feira, 14, que vai reduzir seus volumes de produção para diminuir os níveis de estoques. "Diante do declínio dos mercados automotivos", a Renault cortará a produção para "trazer os estoques ao final de 2008 para os níveis do final de 2007", disse a empresa em comunicado. A companhia também informou que suas vendas de veículos em todo o mundo caíram 14% em outubro, na comparação com igual mês do ano passado, para 188.166 unidades.   Veja também: Governo de SP lança linha de crédito de R$4 bi para montadoras Zona do euro encolhe no 3º tri e entra em recessão pela 1ª vez De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   A empresa disse ainda que vai fechar temporariamente fábricas na Romênia, Espanha e na França em novembro e dezembro. A idéia é trazer o estoque para o mesmo nível do final do ano passado. Na Europa, as vendas do grupo caíram 16 por cento no mês passado, em linha com a queda de 15% do mercado. Nos principais mercados emergentes em que o grupo está presente - Brasil, Rússia, Romênia e Turquia - as vendas caíram acentuadamente e o mercado de carros usados piorou ainda mais, principalmente na Europa. "A crise financeira tornou-se mais aguda com forte impacto sobre a cadeia de vendas", informou a Renault. Neste ambiente, a montadora continuou a definir prioridade nas vendas para o varejo e frotas de empresas, bem como redução de estoques de veículos novos e usados. A Renault informou que o programa de produção precisa ser ajustado para assegurar que os níveis de estoques fiquem sintonizados com a demanda do mercado. A empresa não informou detalhes financeiros, mas uma porta-voz afirmou que os estoques estão em patamar equivalente a 6,5 bilhões de euros (8,12 bilhões de dólares) e precisam cair para 5,9 bilhões de euros.   (com Reuters)

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