Vendas de genéricos crescem 34% de janeiro a maio

Segundo a IMS Health, as vendas de medicamentos genéricos nos cinco primeiros meses deste ano movimentaram R$ 4,2 bilhões no País

Gabriela Forlin, da Agência Estado,

25 de junho de 2012 | 11h55

SÃO PAULO - As vendas de medicamentos genéricos nos cinco primeiros meses deste ano tiveram forte expansão, movimentando R$ 4,2 bilhões, segundo a IMS Health. Este montante representa um crescimento de 34% ante os R$ 3,1 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Em unidades, o crescimento foi de 21,2%, totalizando 264 milhões.

Até maio, a participação de mercado dos genéricos em unidades superou os 26%, ante os 24,4% acumulados nos cinco primeiros meses de 2011. Em valores, também se constatou aumento. De janeiro a maio de 2011, a participação dos genéricos era de 19,9%; no mesmo período deste ano saltou para 22,3%.

O mercado farmacêutico total também vem crescendo frente aos cinco primeiros meses de 2011, porém em ritmo inferior ao dos genéricos. O conjunto da indústria registrou vendas de pouco mais de 1,02 bilhão de unidades no período, ante 921,6 milhões de janeiro a maio de 2011, fechando com alta de 11,7%. Em valor, houve avanço de 17,8% no período. As vendas totais foram de R$ 19,4 bilhões ante R$ 16,5 bilhões registradas de janeiro a maio do ano passado.

Segundo a presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Telma Salles, o setor deve bater a marca de 30% de participação de mercado ainda este ano. "Neste ano teremos crescimento acima de dois dígitos, superando o desempenho do restante do setor farmacêutico e bem acima da expectativa que se tem em torno do PIB", afirmou, por meio de nota.

Em razão do crescimento do mercado de genéricos, a Associação Brasileira dos Distribuidores de Laboratórios Nacionais (Abradilan) prevê mais investimentos para este ano. A ampliação dos centros de distribuição e qualificação da equipe são metas para que melhorem seu desempenho nas mais de 71 mil farmácias e drogarias existentes no País. De acordo com enquete realizada pela entidade, 38,9% pretendem investir na ampliação do Centro de Distribuição e qualificação da equipe. Separadamente, 33% vão investir na qualificação da equipe, enquanto 16,7% pretendem investir somente na ampliação dos centros.

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