Vendas de materiais de construção recuam 1,41% em abril, diz Abramat

Este é o segundo mês consecutivo de retração para o setor no comparativo com o mesmo mês do ano anterior

Fabiana Holtz, da Agência Estado,

19 de maio de 2011 | 10h02

As vendas internas da indústria de materiais de construção caíram 1,41% em abril na comparação com igual período do ano anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Em relação ao mês de março, houve queda de 4,14%.

Este é o segundo mês consecutivo de retração para o setor no comparativo com o mesmo mês do ano anterior, após 16 meses seguidos de alta. Em nota, a entidade atribui o declínio à reação do mercado a série de medidas adotadas pelo governo para conter a alta da inflação.

Ao mesmo tempo, o número de empregados na indústria aumentou 3,57% na comparação com abril do ano passado. Ante março, porém, o resultado representa queda de 2,79%.

No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, o índice aponta para leve acréscimo de 0,96% em relação a igual período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, entretanto, as vendas apresentam alta acumulada de 6,14%. Para Melvyn Fox, presidente da Abramat, isso mostra que o setor continuará crescendo, e acompanhará a tendência da economia brasileira como um todo.

No balanço mensal é possível constatar também que a performance da indústria de materiais básicos permanece bem inferior a de materiais de acabamento. No mês passado, o faturamento da indústria de materiais de base registrou queda de 5,44% em relação a um ano antes, enquanto o de materiais de acabamento cresceu 7,08%. Essa diferença, conforme a entidade, se deve ao avanço das obras iniciadas na retomada de crescimento pós-crise. Frente a março foi apurada retração nos dois segmentos. Segundo Fox, como o ciclo natural de uma obra pode durar de um ano e meio a dois anos em média é provável que se atinja o equilíbrio entre os dois segmentos nos próximos meses.

Apesar da desaceleração informada em abril, a Abramat reafirma a projeção de crescimento de 7% nas vendas de materiais para este ano, com perspectiva de melhora no cenário principalmente ao longo do segundo semestre.

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