Vendas do Carrefour caem no 1º tri com efeitos negativos do câmbio

Excluindo os efeitos cambiais, as vendas do primeiro trimestre do Carrefour avançaram 1,3% ante o mesmo período do ano anterior

Lucas Hirata, da Agência Estado,

18 de abril de 2013 | 08h57

O Carrefour informou nesta quinta-feira que obteve uma queda nas vendas no primeiro trimestre do ano, uma vez que os efeitos negativos do câmbio eliminaram o impacto do crescimento das vendas de mercados emergentes.

A receita caiu 1,3% em uma base pro-forma - que exclui unidades vendidas e fechadas - para 20,83 bilhões de euros (US$ 27,08 bilhões), tendo em vista que as vendas da empresa foram atingidas por um efeito cambial negativo de 2,6%. O resultado atendeu amplamente às expectativas dos analistas.

Excluindo os efeitos cambiais, as vendas do primeiro trimestre do Carrefour avançaram 1,3% ante o mesmo período do ano anterior, uma vez que o crescimento nos mercados emergentes conseguiu compensar a queda das vendas na Europa.

Na Europa, excluindo a França, o Carrefour registrou uma queda de 3,5% na receita, atingindo 5,46 bilhões de euros, visto que os negócios refletiram o ambiente de consumo desfavorável, com a notável exceção da Bélgica, onde as vendas continuaram a crescer, disse a empresa. Na França, a receita do primeiro trimestre caiu 0,7% ante o mesmo período do ano anterior, para 9,29 bilhões de euros.

Nos mercados emergentes, as vendas na América Latina subiram 14% em moeda constante, enquanto a Ásia apresentou um crescimento modesto sob os mesmo parâmetros. Mas, considerando os feitos do câmbio, uma depreciação significativa das moedas brasileira e argentina levou as operações na América Latina a uma queda de 0,2%, para 3,97 bilhões de euros, já as vendas na Ásia registraram um aumento de 0,3%, para 2,12 bilhões de euros.

Brasil

O Carrefour anunciou que as vendas no Brasil tiveram crescimento orgânico de 13,3% no primeiro trimestre de 2013 em "todos os formatos" operados pela companhia, ou seja, em hipermercados, lojas de vizinhança e atacado (bandeira Atacadão). O desempenho é inferior à alta de 16,5% na Argentina, mas superior ao resultado na China, de 2,4%. 

As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.