Vendas do Carrefour caem sem a rede Dia% no cálculo

No ranking da Abras, o Grupo Pão de Açúcar liderou as vendas no ano passado

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

29 de março de 2012 | 17h58

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) esclareceu nesta quinta-feira que as vendas do Carrefour recuaram 0,8% em 2011 em razão da exclusão das operações da rede Dia% a partir de 5 de julho de 2011. "Se considerarmos somente o desempenho do Carrefour, essa variação passa a ser positiva de 8,9%", afirmou a Abras, em comunicado.

No ranking da Abras, o Grupo Pão de Açúcar liderou as vendas no ano passado, com um faturamento bruto de R$ 52,680 bilhões, representando um crescimento de 45,8% sobre 2010. Este crescimento porcentual foi impactado pelas operações da Casas Bahia, que passaram a ser consolidadas no balanço do Pão de Açúcar a partir de novembro de 2010.

O Carrefour segue na segunda colocação, com um faturamento bruto de R$ 28,766 bilhões no ano passado. Em 2010, considerando o Dia%, o Carrefour faturou, segundo a Abras, R$ 29 bilhões. O Walmart aparece na terceira posição do ranking da Abras, com um aumento de 5,1% das vendas no ano passado, que atingiram R$ 23,468 bilhões.

Já a chilena Cencosud aparece na quarta posição do ranking, com vendas consolidas de R$ 6,236 bilhões, o que representou uma alta de 78,1% sobre o ano anterior. A Abras informou que este resultado inclui as vendas das cadeias adquiridas entre o final de 2010 e em 2011, como a Bretas e Perini.

A rede do Rio Grande do Sul Zaffari ficou em quinto lugar no ano passado, com vendas de R$ 2,910 bilhões (+16,9% sobre 2010). Em seguida, estava a rede do Rio de Janeiro Prezunic, com vendas de R$ 2,653 bilhões (+8,3%), que no ano passado foi comprada pelo Cencosud e passará a incorporar seus resultados ao grupo chileno a partir deste ano.

Na sequência do ranking da Abras estão Irmão Muffato, do Paraná, com vendas de R$ 2,308 bilhões (+19,9%); Angeloni, de Santa Catarina, com R$ 2,165 bilhões (+19,4%); Condor, do Paraná, com R$ 2,136 bilhões (++23,6%); e DMA, de Minas Gerais, com R$ 2,009 bilhões (+4,1%).

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