Vendas do varejo sobem 0,9% em agosto

Na comparação com agosto do ano passado, as vendas do varejo tiveram alta de 6,2% em agosto deste ano

Idiana Tomazelli, da Agência Estado,

15 de outubro de 2013 | 09h11

RIO - As vendas do comércio varejista restrito subiram 0,9% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio no teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 0,90% a uma alta de 0,90%, com mediana de -0,05%.

O resultado foi o maior para este mês desde 2010, quando o avanço havia sido de 2,4%. Apesar disso, a expansão foi menos intensa do que o registrado na passagem de junho para julho (2,1%).

A técnica do IBGE, Aleciana Gusmão, destacou, no entanto, o fato de os dados ainda estarem no campo positivo. Ela lembrou ainda que as vendas do mês de agosto foram influenciadas pela comemoração do Dia dos Pais.

Na comparação com agosto do ano passado, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 6,2% em agosto deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam entre altas de 3,51% e 5,90%, com mediana de 4,80%. Até agosto, as vendas do varejo restrito acumulam altas de 3,8% no ano e de 5,1% nos últimos 12 meses.

O crescimento do varejo restrito em 12 meses, de 5,1% até agosto, é a menor taxa observada nesse tipo de comparação desde outubro de 2010, quando a variação foi de 5,0%. Em janeiro deste ano, a taxa 12 meses era de 8,28%. "A atividade do comércio varejista, em relação ao ano passado, está mais arrefecida ao olhar essa taxa", observou o gerente da Coordenação de Serviços e Comércios, Reinaldo Pereira.

"O varejo, atualmente, cresce a taxas decrescentes", acrescentou. Para ele, apesar da desaceleração da inflação ter trazido um impulso para as vendas no comércio, essa queda na atividade é reflexo do retrato da economia como um todo.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 0,6% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde queda de 0,70% a alta de 1,80%, com mediana de 0,6%.

Na comparação com agosto do ano passado, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 0,8% em agosto deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam entre recuo de 4,20% e estabilidade, com mediana de -1,90%. Até agosto, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam altas de 3,1% no ano e de 4,4% nos últimos 12 meses.

Atividades

Oito das dez atividades pesquisadas tiveram avanço nas vendas no mês de agosto ante julho. A principal alta veio do setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cujas vendas cresceram 7,6%. Em julho contra o mês imediatamente anterior, essa alta havia sido de 3,7%.

Além disso, o setor de veículos e motos, partes e peças teve alta de 2,6% nas vendas em agosto ante julho. No mesmo período de comparação, os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos cresceram 1,1%. O setor de livros, jornais, revistas e papelaria venderam 0,9% a mais do que em julho, enquanto no setor de móveis e eletrodomésticos avançou 0,8% (em julho ante julho, a variação havia sido de 2,6%, puxada pelo programa de financiamento Minha Casa Melhor).

Também registraram alta os setores de material de construção (0,8%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%).

As únicas quedas foram observadas em combustíveis e lubrificantes (-0,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-1,0%).

Hipermercados

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve crescimento de 5,6% nas vendas em agosto, na comparação com igual mês de 2012. O setor foi responsável pela maior contribuição (45%) à taxa global do varejo restrito, cujo avanço foi de 6,2% no período.

Mesmo sendo a principal influência, a atividade nesse segmento continua com desempenho abaixo da média do varejo (5,6% contra 6,2%). A explicação está no comportamento dos preços dos alimentos, que registraram alta de 10,6% (grupo de alimentação no domicílio) ante 6,1% da inflação global em doze meses.

Além dele, o setor de móveis e eletrodomésticos teve alta de 7,9% no período. Outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 8,5%. As vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria avançaram 9,9%. O setor de combustíveis e lubrificantes teve alta de 5,3%, enquanto as vendas de tecidos, vestuário e calçados evoluíram 3,6% no período. Já o setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação avançaram 8,2%. A única queda veio das vendas de livros, jornais, revistas e papelaria, com variação de -0,2%.

Revisão

O IBGE revisou em alta o resultado das vendas varejistas no conceito restrito apurado no mês de julho deste ano. O crescimento passou para 2,1%, de 1,9% divulgado anteriormente.

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