Vendas em supermercados ficam abaixo da meta para 2010

Segundo a Abras, vendas reais cresceram 4,2% no acumulado do ano; resultado ficou abaixo da meta prevista, de crescimento entre 4,4% e 4,5% 

Reuters,

31 de janeiro de 2011 | 11h35

As vendas reais dos supermercados brasileiros cresceram 4,2% no acumulado de 2010, informou nesta segunda-feira, 31, a associação que representa o setor no país, Abras. O resultado ficou abaixo da meta prevista para o ano, de crescimento entre 4,4% e 4,5%.

Em dezembro, as vendas avançaram 3,16% na comparação com o mesmo mês de 2009 e subiram 33,86% sobre novembro de 2010. Os dados são deflacionados pelo IPCA.

"O aumento de 33,86% em relação às vendas do mês anterior já era esperado, afinal dezembro conta com as vendas para as festas de final de ano. O destaque fica por conta do acumulado do ano de 4,2%, que integra uma série de quatro anos consecutivos de resultados positivos", afirma o presidente da Abras, Sussumu Honda.

A entidade também informou nesta segunda-feira que a AbrasMercado, cesta composta por 35 produtos de largo consumo, registrou avanço acumulado de 17,4% em 2010. Em dezembro a cesta teve alta de 2,19%, ficando em R$ 307,04.

No ano, os produtos com maiores altas foram feijão (51,6%), papel higiênico (43,3%) e carne traseiro (34,9%). Já os produtos com as maiores quedas em 2010 foram cebola (-47,1%), batata (-19%) e tomate (-13,6%).

Vendas devem aumentar 4% em 2011

As vendas reais dos supermercados em 2011 devem crescer 4% em relação ao ano passado, segundo o presidente da Abras, Sussumo Honda. O dirigente destacou que a alta dos preços das commodities alimentares deve continuar afetado o volume das vendas em 2011. "Neste ano, as vendas não serão ruins, mas refletirão um crescimento menor do emprego e da renda", acrescentou Honda.

Segundo ele, a alta de 4,2% das vendas no acumulado de 2010 ante 2009, resultado abaixo da última previsão divulgada pela entidade, entre 4,4 e 4,5%, foi resultado da alta dos preços a partir de setembro. Em dezembro ante novembro os preços dos 35 produtos mais consumidos nos supermercados subiram 2,19%. Honda ressaltou que a alta afetou o volume das vendas, sobretudo entre a classe C.

(Com Rodrigo Petry, da Agência Estado)

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