Vendas reais de supermercados sobem 4,83% em 12 meses, diz Abras

Em relação a agosto, as vendas do setor registraram recuo de 0,55%

Suzana Inhesta, da Agência Estado,

27 de outubro de 2010 | 11h35

As vendas reais nos supermercados apresentaram crescimento de 4,83% em setembro em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo divulgou há pouco a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a agosto, as vendas do setor registraram recuo de 0,55%. Nos nove primeiros meses do ano, o faturamento dos supermercados teve alta de 4,75% sobre igual período do ano passado. Os números estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o comunicado da Abras, em setembro as vendas voltaram a uma trajetória de crescimento, após um mês de agosto mais atípico. "Acreditamos que os últimos meses do ano devem ser de boas vendas e mesa farta", afirmou o superintendente da Abras, Tiaraju Pires.

O valor da cesta de 35 produtos considerados de largo consumo, como alimentos, limpeza e beleza, medido pela GfK, apresentou alta de 2,15% nos preços em setembro ante agosto, para R$ 276,77. Já na comparação com setembro de 2009, o valor da cesta avançou 6,73%.

Os produtos com maiores altas em setembro ante agosto foram carne bovina dianteira (7,22%), farinha de mandioca (6,98%) e carne bovina traseira (5,80%). As maiores quedas no período ficaram com cebola (-24,68%), tomate (-13,05%) e batata (-10,31%).

No acumulado dos nove primeiros meses, as maiores altas foram feijão (31,3%), queijo mussarela (21,8%) e queijo prato (20%). Já os itens com as maiores quedas no período foram cebola (-42,8%), tomate (-33,1%) e batata (-27,7%).

A entidade divulgou também a Pesquisa de Natal de 2010. No estudo, o setor supermercadista brasileiro espera um aumento em faturamento de 12,54% nas vendas durante o período de festas de fim de ano em relação ao mesmo período do ano passado. 

Projeção

A Abras revisou sua projeção de incremento de faturamento em 2010 de 8% para entre 5% e 5,2%. Segundo o superintendente da Abras, Tiaraju Pires, mesmo com uma expectativa de vendas muito boa para os três últimos meses do ano, tanto em termos de volume quanto em faturamento, não será suficiente para compensar os fracos desempenhos dos meses de maio até agosto.

"No primeiro quadrimestre do ano, os alimentos puxaram o IPCA. A partir de maio até agosto, o movimento foi ao contrário. A partir de setembro, o comportamento dos preços dos alimentos voltou a ser igual ao do primeiro quadrimestre", afirmou Pires. Para ele, nos próximos meses, os alimentos deverão continuar puxando a inflação.

O superintendente ainda disse que não há nenhum aspecto macroeconômico que influenciará a queda de crescimento ante a projeção do início do ano. "O emprego está em alta, a renda também, mas o consumidor está redirecionando suas compras para outros setores, como casas, construção e eletrodomésticos", explicou.

Mesmo com a diferença de três pontos porcentuais abaixo da primeira previsão, Pires acredita que o porcentual final não é ruim. "Um crescimento de 5,2% em 2010 ante um incremento de 5,51% do ano passado não é ruim, já que não será tão diferente na comparação entre os dois períodos." 

Tudo o que sabemos sobre:
supermercadoAbrasIPCAcomércio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.