Vigor foca em crescimento orgânico nos próximos 4 anos

A Vigor, empresa de lácteos do Grupo JBS, quer buscar um faturamento de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões e margem Ebitda entre 10% e 15% nos próximos anos, segundo informou, nesta quarta-feira, seu presidente, Gilberto Xandó. No caso das margens, a Vigor superaria os patamares históricos da companhia. De janeiro a setembro deste ano, a receita líquida da Vigor foi de R$ 978,732 milhões, alta de 7,5% ante igual período do ano anterior, e a margem Ebitda ficou em 5,4%, ante 2,8% nos nove meses de 2011.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

19 de dezembro de 2012 | 11h37

"Não há um prazo definido para atingirmos esses resultados. Mas a indústria de lácteos deverá crescer mais, impulsionada pelo incremento de renda da população. A seta indica para uma expansão gradual e sucessiva", disse o executivo. "Uma margem Ebitda de 15% é perfeitamente factível, uma vez que estamos melhorando nosso mix de produtos e fortalecendo nossas marcas. E continuaremos nosso trabalho de focar mais em segmentos e itens de maior valor agregado", completou.

Xandó também explicou que desde o começo do ano a Vigor tem reposicionado seus produtos no mercado. "Saímos e entramos em diversas categorias e produtos. Começamos o ano com 280 itens, estamos mais ou menos com esse número e deveremos continuar assim. Saímos, por exemplo, de massas frescas e entramos no iogurte grego e funcionais".

O executivo reiterou que a Vigor precisará fazer aquisições para ter presença maior no Nordeste e no Rio Grande do Sul, mas que estão previstas para o médio prazo (daqui há uns cinco anos, no mínimo). "Grandes aquisições e fusões não estão nos planos da companhia. Não agrega valor na nossa estratégia. Mas deveremos crescer muito organicamente nos próximos três, quatro anos", completou.

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