Vitória da OHL em leilão de rodovias afeta ações; CCR também cai

As ações da OHL Brasil, vitoriosa noscinco trechos de rodovias federais que disputou no leilão destaterça-feira, fecharam em queda depois que a empresa foi ousada,oferecendo deságio de até 65 por cento sobre o preço máximodefinido pelo governo para o pedágio. Mas as ações da CCR Rodovias, que participou da disputa enão levou nenhum trecho, caíram ainda mais. A empresa, ligadaao grupo português Brisa, divulgou, ao final do leilão,comunicado dizendo que agiu "no limite da responsabilidade edisciplina de capital". As ações da OHL caíram 3,25 por cento, fechando em 36reais, com 66 milhões de reais em negócios. Mas chegaram asubir 3 por cento logo após as primeiras rodadas do leilão,perdendo terreno em seguida. As ações da CCR terminaram o dia com desvalorização de 7,17por cento, com preço de 36,01 reais, e volume de 81,6 milhõesde reais. O Ibovespa fechou o dia em alta de 1,42 por cento, emnovo recorde de 63.548 pontos, com 6,7 bilhões de reais denegócios. Para a analista Mônica Araújo, da Corretora Ativa, trata-sede um "medo inicial" diante da previsão de investimentospesados para cumprir os contratos de concessão. Pelos cincotrechos conquistados, a OHL deve fazer investimentos de 16,7bilhões de reais ao longo dos 25 anos das concessões. "Ainda é cedo para tirar qualquer conclusão, mas é fato quea OHL está sendo muito agressiva, o que mostra uma disposiçãogrande de crescer e chegar mais perto da CCR, que é líder domercado... Será um crescimento brutal para a OHL", afirmou aanalista. Essa também foi a avaliação do diretor da NovaçãoDistribuidora Carlos Alberto Ribeiro. "O que poderia justificara queda da OHL neste momento é o grande investimento que elaterá que fazer nas estradas, que precisarão ser reformadasantes de começar a pagar o investimento", disse. Sobre o desempenho da CCR na Bovespa, Ribeiro comentou queas ações tiveram queda justamente porque a empresa não levounenhuma concessão. Em comunicado, a CCR reafirmou confiança nomomento atual da economia brasileira, antevendo outrasoportunidades de crescimento dos negócios no país. A OHL Brasil já administrava 1.147 quilômetros no Estado deSão Paulo. Com o resultado do leilão desta terça-feira, aempresa do grupo espanhol OHL passa a cuidar de cerca de 3.200quilômetros de estradas no país, superando com folga os 1.452quilômetros gerenciados pela CCR. De acordo com o presidente da OHL, José Carlos Ferreira deOliveira, apesar de ter superado a CCR em quilometragem, ogrupo continua atrás da rival em faturamento e tráfego. A CCR administra a NovaDutra e a AutoBan, entre outras. (Colaborou Maurício Savarese)

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