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Volatilidade do mercado continua, mas taxas seguem baixas, diz Tesouro

Segundo o  coordenador geral de operações da Dívida Pública, o Tesouro vem conseguindo reduzir o custo de financiamento da dívida

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

22 de setembro de 2011 | 15h53

O coordenador geral de operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, avaliou nesta quinta-feira, 22, que apesar da volatilidade do mercado financeiro nos meses de agosto e setembro, o Tesouro vem conseguindo reduzir o custo de financiamento da dívida com a queda expressiva nesse período das taxas de juros dos papéis vendidos. Garrido apresentou dados que mostram uma forte redução das taxas dos papéis pré-fixados (LTN 2014 e 2015) nos leilões de agosto e setembro.

No primeiro leilão de agosto, a taxa da LTN 2014 estava em 12,5% no dia 4 de agosto, cedeu para 11,63% no leilão de 25 de agosto e no leilão de hoje ficou em 11,6%. Já para a LTN 2015, a taxa estava em 12,54% no dia 4 de agosto, caiu para 11,77% e subiu 12% no leilão realizado hoje. Garrido voltou a afirmar que mesmo com a volatilidade, o Tesouro não tem enfrentado um problema de demanda dos investidores por seus títulos.

Ele ressaltou que em períodos de alta volatilidade e dispersão das taxas pedidas pelos investidores, o Tesouro prefere não vender os lotes integrais de oferta de títulos para não sancionar taxas mais elevadas. Segundo ele, foi isso que ocorreu nos meses de agosto e setembro. "Não foi um problema de demanda", assegurou Garrido. Ele deu como exemplo a oferta de papéis no leilão de hoje, em que o Tesouro reduziu os lotes ofertados principalmente da NTN-F, o papel pré-fixado com prazo mais longo. O lote ofertado no leilão desta quinta-feira foi o menor do ano.

O coordenador geral de operações da Dívida Pública do Tesouro acrescentou ainda como positivo o fato de o Tesouro no leilão de recompra de NTN-F não ter recebido nenhuma proposta. Esses leilões funcionam como uma porta de saída para os investidores que não quiserem mais carregar os papéis de vencimento mais longo e não encontraram compradores no mercado. Para Garrido, a falta de interesse no leilão de hoje demonstra que os investidores continuam confortáveis em manter ativos com prazos muito longos e não veem preocupação com a situação da dívida brasileira no futuro.

Ele disse que o colchão de liquidez que o Tesouro tem para enfrentar momentos de volatilidade como o de agora é "grande" e é suficiente para o Tesouro honrar os seus compromissos nos próximos seis meses. As últimas declarações de integrantes do Tesouro era de que o colchão tinha recursos suficientes para honrar os vencimentos até cinco meses. Esse colchão inclui os vencimentos de títulos de janeiro, que tradicionalmente são os maiores do ano, superando R$ 100 bilhões.

Garrido disse ainda que em agosto o Tesouro fez os menores resgates do ano e, por outro lado, teve as menores emissões de títulos. Esse movimento se deve a três razões, segundo ele. A primeira é a renovação de dealers na primeira semana de agosto; a segunda, a volatilidade do mercado que levou o Tesouro a não vender todos os lotes ofertados e, por último, o próprio volume reduzido de vencimentos.

Garrido defendeu que a alta do dólar em relação ao real deve se traduzir numa redução da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, isso acontecerá porque o Brasil é credor em dólar e que as reservas internacionais superam o valor da dívida externa brasileira.

(Texto atualizado às 16h05)

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