Pedro Dantas/VW
Pedro Dantas/VW

Volkswagen e Mercedes-Benz paralisam produção a partir desta segunda-feira

Paradas nas fábricas de São Bernardo e Juiz de Fora ocorrem em razão da falta de semicondutores; na unidade da VW em Taubaté o motivo é preparar a linha para a produção de um novo carro, informa a montadora

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2022 | 19h08

Com pátio cheio de carros incompletos, no aguardo de peças que necessitam de semicondutores, a Volkswagen suspendeu nesta semana toda a produção da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos os modelos Polo, Virtus, Nivus e Saveiro.

A empresa confirma a paralisação, por falta de chips, problema que se arrasta globalmente desde o fim de 2020, como reflexo da pandemia.

A previsão das fabricantes é de que o abastecimento melhore no segundo semestre, mas a normalização deve ocorrer só a partir de 2023, isso se a invasão da Rússia na Ucrânia - outro problema mais recente - não se prolongar demais.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cerca de 2 mil funcionários da produção foram dispensados e outra parte está trabalhando em reparos. A dispensa emenda com o feriado estendido de Tiradentes, a partir de quinta-feira.

Na unidade de Taubaté, interior de São Paulo, também ocorre nesta semana o que a empresa chama de “shutdown” (paralisação total da linha de montagem), mas o motivo, segundo a Volkswagen, é para adequação da linha de produção.

A fábrica produz os modelos Gol e Voyage - que devem ser descontinuados no fim do ano -, e está sendo preparada para o início da produção de um novo modelo, o Polo Track.

A Volkswagen já protocolou também no Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba um programa de lay-off (suspensão temporária de contratos) para a planta de São José dos Pinhais (PR), mas ainda não definiu data e prazo. A unidade é responsável pela linha do T-Cross.

Mercedes-Benz também está parada

Teve início também hoje período de férias coletivas nas fábricas de caminhões, ônibus, motores e cabines da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo e em Juiz de Fora (MG). Ao todo, 5,6 mil trabalhadores ficarão em casa até 3 de maio.

No unidade do ABC paulista há ainda um grupo de 600 operários em lay-off até o próximo dia 8. O motivo também é a falta de semicondutores para a produção.

Além da dificuldade de abastecimento de chips que são importados da Ásia, a fábrica da Mercedes em São Bernardo teve lotes desses componentes e de bombas injetoras roubados no início de março. O caso está sendo investigado pela polícia local.

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