Werther Santana/Estadão - 26/07/2018
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Volkswagen vai abrir vagas na fábrica de Taubaté para a produção de dois novos modelos

Sindicato afirma que será investido R$ 1 bilhão na unidade até 2025, valor já incluído em plano quinquenal da empresa; Volks confirma acordo, mas não cita vagas nem aportes 

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2022 | 18h53

A Volkswagen deve contratar, nos próximos dias, 150 funcionários para a fábrica de Taubaté, interior de São Paulo, além de efetivar 135 aprendizes do Senai até 2025.

As medidas fazem parte de um acordo feito com o Sindicato dos Metalúrgicos local que prevê o início da produção do Polo Track, a ser lançado em 2023 e passará a ser o modelo mais barato da marca. Um novo carro ainda não revelado também será feito na unidade a partir de 2025.

Segundo o sindicato, que realizou assembleia nesta quarta-feira, 29, para aprovação do plano por parte dos funcionários, a Volkswagen deve investir cerca de R$ 1 bilhão na unidade, valor inserido no plano de R$ 7 bilhões anunciado pela marca para o período de 2022 a 2026.

Em nota, a Volkswagen limitou-se a confirmar a renovação do acordo coletivo firmado com o sindicato de Taubaté em 2020, e que teve alterações aprovadas hoje pelos funcionários, sem citar as contratações. Também confirmou  a produção de um segundo produto na mesma plataforma do Polo Track.

“A renovação do acordo é um importante passo para a consolidação dos investimentos da Volkswagen para a região América Latina, na ordem de R$ 7 bilhões”, informa a companhia.

Com as 150 novas vagas, a fábrica deverá voltar a operar em três turnos nos setores de armação e estamparia, informa o sindicato. A unidade emprega atualmente cerca de 3,2 mil trabalhadores e produz os modelos Gol e Voyage que sairão de linha no fim do ano.

No ABC, salários são reduzidos

O anúncio de contratações em Taubaté ocorre poucos dias após a empresa dar férias coletivas de dez dias aos funcionários do ABC paulista. Além disso, eles retornam em  7 de julho com jornada reduzida em 24% (um dia a menos de trabalho por semana) e corte de 12% nos salários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Também está prevista uma parada de três semanas em julho, a partir do dia 4, na fábrica do Paraná. Em ambas as fábricas o problema é falta de semicondutores para a produção.

O acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté prevê estabilidade nos empregos até 2025.

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