Volume de recursos externos foi alto durante turbulência, diz economista

Para Flávio Serrano, do Besi Brasil, perspectivas para a economia do País no médio prazo são positivas 

Maria Regina Silva, da Agência Estado,

25 de outubro de 2011 | 14h35

Com base no ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de US$ 6,326 bilhões em setembro, o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, avalia que as perspectivas são positivas para a economia brasileira no médio prazo. "O dado reforça que, mesmo num ambiente de maior turbulência (em meados do mês passado), o volume de recursos que entra no País é considerável", disse.

A entrada de IED no mês passado divulgada pelo Banco Central (BC) ficou acima do previsto pelo Besi Brasil, que esperava US$ 5,5 bilhões. O dado do BC também foi superior ao estimado pelas demais instituições do mercado financeiro consultadas pelo AE Projeções, que variavam de US$ 4,5 bilhões a US$ 6 bilhões. A mediana encontrada foi de US$ 5 bilhões.

Serrano ressaltou que a entrada de recursos no País de US$ 6,326 bilhões comprova a hipótese defendida pelo Besi Brasil, em meados de setembro - quando a moeda norte-americana se aproximou de R$ 2 - de que o câmbio deveria passar por uma depreciação. "Apesar de tudo o que aconteceu, acreditávamos que os fluxos continuariam fortes para o Brasil. E isso é verdade. Tanto que o câmbio voltou a ser negociado na casa de R$ 1,75 e pode até recuar mais", disse, acrescentando que a moeda poderá encerrar o ano abaixo de R$ 1,70.

Segundo o economista, é difícil prever uma queda mais expressiva do câmbio nos próximos meses em virtude da volatilidade internacional. "Há uma certa limitação, mas, se o cenário externo se dissipar, teremos uma movimentação da moeda", disse.

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