Volume vendido no Brasil pela Ambev sobe 3,9%

A Ambev conseguiu superar o cenário macroeconômico adverso no Brasil e seus volumes comercializados no País cresceram 3,9% no segundo trimestre, passando de 24,972 milhões de hectolitros para 25,935 milhões de hectolitros. Segundo a empresa, em informe de resultados, inovações como a garrafa de vidro 300 ml retornável, as diversificações de embalagens para Guaraná Antarctica, o sólido desempenho de Antarctica Sub-Zero e das marcas premium Budweiser e Stella Artois impulsionaram o volume.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

31 de julho de 2012 | 09h03

?Mesmo diante de sinais de uma desaceleração da economia brasileira no curto prazo, conseguimos proporcionar crescimento do volume de vendas, principalmente em bebidas não alcoólicas. O resultado é fruto de nossos esforços ao longo dos últimos anos para melhorar o nosso portfólio de produtos, não só diversificando as embalagens, mas também com novos líquidos. Ainda temos muito a fazer, mas estou confiante de que estamos no caminho certo?, afirma o presidente da Ambev, João Castro Neves, no documento.

A receita líquida da operação Brasil totalizou R$ 4,340 bilhões no segundo trimestre, alta de 11,5% ante os R$ 3,891 bilhões do mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado teve alta de 12,2%, para R$ 2,075 bilhões, com margem de 47,8%, 0,3 ponto porcentual a mais do que a do segundo trimestre de 2011. A receita líquida por hectolitro (ROL/hl) ficou em R$ 167,40, aumento de 7,4%, enquanto o Custo do Produto Vendido (CPV) foi de R$ 1,357 bilhão, avanço de 4,6%, e o CPV por hectolitro (CPV/hl) subiu 0,8%, para R$ 52,30.

No acumulado do ano, a Ambev registrou um aumento de 4,4% no volume total vendido no País, para 54,780 milhões de hectolitros. A receita líquida cresceu 9%, para R$ 9,247 bilhões, ao mesmo tempo no qual o Ebitda normalizado teve incremento de 8,7%, para R$ 4,550 bilhões, com margem de 49,2%, queda de 0,1 ponto porcentual. O CPV somou R$ 2,835 bilhões, aumento de 5,9%, enquanto que a ROL por hectolitro cresceu 4,4% e o CPV por hectolitro teve alta de 1,5% no período.

Cerveja

O volume vendido de cerveja pela Ambev no País aumentou 2,8% no segundo trimestre, passando de 18,436 milhões de hectolitros para 18,946 milhões de hectolitros. Em receita, o montante foi de R$ 3,594 bilhões, avanço de 10,2%. O Ebitda normalizado cresceu 9,5%, para R$ 1,712 bilhão, com margem de 47,6%.

Segundo a empresa, o crescimento no volume ficou abaixo do da indústria nacional, embora esse índice não tenha sido revelado. A participação média da Ambev no mercado nacional de cerveja no segundo trimestre foi de 68,8%, redução de 0,3 ponto porcentual em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, a participação média da companhia foi de 68,9%.

No acumulado do ano, as vendas em volume de cervejas Ambev no Brasil cresceram 3,4%, para 40,531 milhões de hectolitros. Em receita, o crescimento foi de 8%, para R$ 7,728 bilhões. O Ebitda normalizado somou R$ 3,859 bilhões, aumento de 7,8%, com margem de 49,9%.

Refrigerantes e bebidas não alcoólicas

Já o volume vendido de refrigerantes e bebidas não alcoólicas da Ambev no Brasil no segundo trimestre avançou 6,9%, para 6,989 milhões de hectolitros, impulsionados pela comercialização do Guaraná Antarctica e embalagens do tipo multi-serve (que tem utilização depois de vazia). Em receita, a cifra foi de R$ 746,5 milhões, aumento de 18,6%. O Ebitda normalizado cresceu 26,5%, para R$ 363,6 milhões, com margem de 48,7%.

"Nosso volume de refrigerantes e bebidas não alcoólicas foi ainda melhor, o que mostra que nossos esforços ao longo dos últimos anos para melhorar o nosso portfólio de produtos, não só em termos de inovação de embalagens, mas também em desenvolvimento de novos sabores e entrando em novas categorias de bebidas não-alcoólicas, estão dando resultados", diz Castro Neves. A participação média da companhia no setor de refrigerantes ficou estável em 17,8% no segundo trimestre.

No acumulado do ano, as vendas em volume de refrigerantes e bebidas não alcoólicas cresceram 7,2%, para 14,249 milhões de hectolitros. Em receita, o crescimento foi de 14,2%, para R$ 1,519 bilhão. O Ebitda normalizado somou R$ 690,4 milhões, aumento de 14%, com margem de 45,4%.

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