Votorantim Cimentos confirma suspensão de IPO até setembro

Segundo a empresa, pedido de suspensão da oferta pública de ações é devido às condições desfavoráveis de mercado

Fátima Laranjeira, da Agência Estado,

19 de junho de 2013 | 07h44

SÃO PAULO - A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da Votorantim Cimentos está interrompida até o dia 11 de setembro. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia pediu a interrupção de acordo com o previsto no artigo 10 da Instrução 400 da autarquia, que prevê a adoção do mecanismo por até 60 dias úteis, quando solicitado pelo líder da distribuição e pelo ofertante.

O pedido de suspensão do IPO se deveu, de acordo com a Votorantim, às condições desfavoráveis de mercado. No comunicado, a empresa afirma ainda que todos os pedidos de reserva feitos pelos investidores serão cancelados e que as instituições intermediárias participantes comunicarão aos respectivos investidores a interrupção do processo e o cancelamento da respectiva intenção de investimento ou pedido de reserva. No caso de os investidores já terem efetuado o pagamento, os valores serão devolvidos sem remuneração ou correção monetária, no prazo de três dias úteis a partir desta quarta-feira.

A suspensão dos planos da empresa, por ora, já havia sido noticiada na terça-feira, 18, mas a companhia ainda não se manifestou sobre a decisão. A justificativa, conforme fontes, é de que a operação foi adiada em função das condições de mercado. Segundo uma fonte do mercado, além do cenário macroeconômico o fato de o Grupo Votorantim ter problemas societários também teria reduzido o apetite dos investidores pela oferta.

A oferta distribuiria 400 milhões de units, podendo ser aumentada em 15% (lote suplementar) e outros 20% (lote adicional), totalizando 540 milhões de papéis. A faixa de preço sugerida por unit era de R$ 16,00 até R$ 19,00. No teto dessa faixa, e incluindo os lotes extras, poderia alcançar R$ 10,26 bilhões. No piso da faixa, e sem os lotes suplementar e adicional, o IPO seria de R$ 6,4 bilhões. Os coordenadores da oferta, com esforços de colocação no exterior, são BTG Pactual, Credit Suisse, Itaú BBA, JPMorgan e Morgan Stanley.

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