Votorantim reverte prejuízo e fecha com lucro no 1º trimestre

Conglomerado da família Ermírio de Moraes, com atuação em áreas como cimentos, energia e metais, encerrou com receita de R$ 6,8 bilhões nos primeiros três meses do ano

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 09h30

O grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes, encerrou o primeiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 150 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 546 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida do conglomerado, com atuação em áreas como cimento, energia, metais, banco e suco de laranja, ficou em R$ 6,785 bilhões, alta de 19,8% em relação aos três primeiros meses de 2017.

Em nota, o presidente da Votorantim SA, João Miranda, informou que a recuperação da economia ajudou a dar impulso aos resultados grupo. “Apesar das incertezas políticas no Brasil, houve uma melhora no ambiente econômico do País.”

Transação bilionária. Em março, o grupo anunciou uma das maiores transações globais do mercado de celulose – a combinação da gigante Fibria, controlado pelos Ermírio de Moraes, com a Suzano, da família Feffer. A operação ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores.

Fundada há 100 anos, a Votorantim, que deverá embolsar R$ 8,5 bilhões com a criação da gigante global da celulose, deve avaliar nos próximos meses em quais setores poderá ampliar sua atuação de negócios e não descarta investimentos em novas áreas. O setor de energia renovável é um dos focos do grupo.

Além da operação envolvendo a Fibria, o grupo tornou-se sócio minoritário dos negócios siderúrgicos da ArcelorMittal no Brasil e abriu o capital de sua divisão de metais. 

 

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