Vulcabrás/Azaléia fecha seis unidades na Bahia

A indústria de calçados Vulcabras/Azaleia anunciou hoje o fechamento de seis unidades na Bahia. São fábricas situadas nos municípios de Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itati, nas regiões sul e sudoeste do Estado, onde eram produzidos cabedais de calçados esportivos. No total, 1800 pessoas podem perder o emprego neste final de ano.

ELIANA LIMA, Agencia Estado

16 de dezembro de 2011 | 19h41

Por meio de nota, a empresa informou que as demais unidades de produção na Bahia estão mantidas e que os empregados das unidades desativadas terão a opção de ser transferidos para as outras fábricas nos municípios de Itapetinga, Itambé, Macarani, Firmino Alves, Itaiá, Itororó e Caatiba e nos distritos de Bandeira do Colônia e Rio do Meio. Aqueles que decidirem por deixar a empresa receberão uma recompensa financeira, estimada em dois salários mínimos, além dos direitos trabalhistas.

A empresa, maior fabricante de artigos esportivos da América Latina, com 40 mil empregados, explica, no comunicado, que "a decisão foi tomada com base em um estudo de redução de custos, visando possibilitar à empresa fazer frente à concorrência no mercado interno feita principalmente pelos calçados importados. Garante também que a produção total da Bahia não será afetada e que o complexo de Itapetinga continuará sendo a principal unidade do grupo.

"Vale ressaltar que esta decisão não tem relação com a abertura da unidade fabril na Índia, que ainda está sendo viabilizada", destaca o presidente da companhia, Milton Cardoso, na nota. "A Bahia é a grande produtora de componentes para nossos calçados, abastecendo as fábricas do Sergipe (Frei Paulo) e parcialmente a fábrica do Ceará (Horizonte). Além disso, é da Bahia que sai a maioria dos tênis Olympikus, dos chinelos Opanka e uma boa parte dos nossos calçados femininos (Azaleia e Dijean)", completou.

Conforme informações divulgadas pelo sindicato da categoria, com sede na cidade de Itapetinga, desde o início de novembro já foram demitidos cerca de 1.500 trabalhadores de um total de 16 mil empregados baianos. A empresa é o principal empregador do setor privado nos municípios de Itapetinga, Itororó, Itambé, Potiraguá, Itarantim, Macarani, Maiquinique, Firmino Alves, Ibicuí, Iguaí e Caatib.

As demissões chamaram a atenção do Ministério Público do Trabalho (MPT), que está investigando se as dispensas são arbitrárias. Caso fique caracterizada a arbitrariedade, a empresa será instada a suspender as demissões e readmitir os dispensados.

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