Leo la Valle/Efe
Leo la Valle/Efe

Vulcão já deu prejuízo de US$ 80 milhões a companhias aéreas argentinas

Desde o início de junho centenas de embarques foram cancelados, transformando o tráfego aéreo local em verdadeiro caos

Marina Guimarães, correspondente da Agência Estado,

18 de outubro de 2011 | 15h33

A nuvem de cinzas emitida pelo vulcão chileno Puyehue, que voltou a entrar em atividade no dia 4 de junho, já provocou prejuízos de cerca de US$ 80 milhões para as companhias Aerolíneas Argentinas, Austral e Lan Argentina, conforme fontes do mercado. A maior perda, em torno de US$ 60 milhões, é das estatais Aerolíneas Argentinas e Austral. Juntas, as três companhias detêm 97% dos voos nacionais, deixando apenas 3% nas mãos das empresas Sol e Andes.

Os cálculos foram feitos com base no volume de operações diárias das empresas multiplicado pelos dias em que foram impedidas de voar por causa das partículas vulcânicas no ar, que comprometem a segurança dos aviões porque reduzem a visibilidade dos pilotos e colocam em risco o funcionamento das turbinas. Por isso, desde o início de junho centenas de embarques foram cancelados, transformando o tráfego aéreo local em verdadeiro caos. O grosso do cancelamento das operações ocorreu em junho e julho, em plena temporada de inverno, quando a neve patagônica é a grande atração para os turistas, especialmente os brasileiros. Em uma temporada normal, os turistas brasileiros costumam deixar US$ 8 milhões somente em Bariloche.

No fim semana, as cinzas voltaram a provocar cancelamento e desvio de voos. Todos os voos foram reprogramados ontem, quando a nuvem começou a se afastar lentamente de Buenos Aires, mas nesta terça-feira o funcionamento de Ezeiza e Aeroparque ainda continuava complicado. "Se o vento continuar soprando como ontem, não teremos maiores problemas para normalizar os voos cancelados até quinta, no máximo. Mas a realidade é que há cinzas dando voltas nos céus da Argentina", reconheceu o secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi, em entrevista à imprensa local.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.