Wagner Pinheiro sai da Petros para ser o novo presidente dos Correios

Com isso, o PT tira do PMDB o comando dos Correios, que para 2011 tem um orçamento superior a R$ 8 bilhões

Karla Mendes, da Agência Estado,

30 de dezembro de 2010 | 17h36

Wagner Pinheiro será o novo presidente da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 30, pela assessoria do futuro ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, à Agência Estado. A nomeação será publicada no Diário Oficial da União, junto com a dos novos ministros da presidente eleita, Dilma Rousseff. Wagner Pinheiro é presidente do fundo de Pensão da Petrobrás (Petros)desde 2003 e sindicalista, ligado ao PT de Campinas (SP). Com isso, o PT tira do PMDB o comando dos Correios, que para 2011 tem um orçamento superior a R$ 8 bilhões.

Além da presidência, deve haver ainda mudança nos cargos de diretoria da estatal, mas a assessoria não informou os nomes. Também podem ocorrer mudanças no estatuto dos Correios. Uma delas refere-se à presidência do Conselho de Administração, que hoje é comandado pelo presidente da ECT e passará a ficar a cargo do ministro das Comunicações.

A assessoria também confirmou à Agência Estado a indicação de Cezar Alvarez, assessor especial da Presidência da República, para o cargo de secretário-executivo do Ministério das Comunicações. Alvarez é homem de confiança do presidente Lula e vai para o posto para coordenar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Exoneração

Ontem foi publicada no Diário Oficial da União a exoneração, a pedido, de quatro integrantes do Conselho de Administração da ECT, que foram indicados pelo ex-ministro Hélio Costa. São eles: Carlos Lindenberg Spínola Castro, Sônia Cristina da Silva, Luiz Carlos de Assis Bernardes e Fausto Bicalho Veloso.

O ministro das Comunicações, José Artur Filardi, disse à Agência Estado que a exoneração dos quatro conselheiros é resultado de um acordo que ele fez com o futuro ministro da Pasta, Paulo Bernardo, no primeiro encontro entre eles.

O ministro justificou que, por serem indicações da gestão anterior, a melhor opção seria deixar esses cargos livres para indicação da nova gestão.

Segundo Filardi, dois dos conselheiros já haviam pedido exoneração em agosto (Lindenberg e Luiz Carlos Bernardes), mas ele optou por fazer o desligamento dos quatro no final do seu mandato. O ministro acrescentou que, em ocasião de troca de gestão de ministério, esse é um procedimento padrão. Tanto que ele, que é conselheiro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), disse já ter deixado pronta uma carta solicitando a sua substituição do cargo, que é de indicação do presidente da República.

Segundo uma fonte, a mudança no Conselho de Administração dos Correios é só um sinal do que o futuro ministro fará na estatal. "Ele vai fazer um strike. Vai tirar a diretoria toda", disse a fonte. Segundo essa fonte, o atual presidente dos Correios, David José de Matos, estava trabalhando para permanecer no cargo, mas não conseguiu.

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