Wall Street mira Europa e tem pior semana em dois meses

A pior semana em dois meses para os principais índices das bolsas de valores dos Estados Unidos se encerrou com investidores adotando uma postura defensiva nesta sexta-feira.

RODRIGO CAM, REUTERS

18 de novembro de 2011 | 20h05

Membros do mercado aguardavam que políticos na Europa e nos Estados Unidos conseguissem combater seus problemas de endividamento.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,22 por cento, para 11.796 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,04 por cento, para 1.215 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,60 por cento, para 2.572 pontos.

Na semana, o Dow Jones recuou 2,9 por cento, o S&P 500 teve desvalorização de 3,8 por cento e o Nasdaq perdeu 4 por cento.

A falta de direção do mercado nesta sexta-feira revelou mais cansaço do que alívio, conforme a Europa se manteve como a preocupação principal de investidores. As ações foram amparadas pela queda dos rendimentos da dívida soberana de Itália e Espanha graças à compra de títulos feita pelo Banco Central Europeu (BCE).

Nos Estados Unidos imperavam as dúvidas sobre se um comitê bipartidário conseguirá realizar cortes orçamentários e aumentos de impostos que sejam aprovados pelo Congresso na semana que vem.

Os papéis do setor financeiro, dos mais sensíveis ao impasse na zona do euro, subiram nesta sexta-feira. O componente financeiro do S&P registrou alta de 0,5 por cento. A ação do Morgan Stanley subiu 0,6 por cento, mas acumulou desvalorização de mais de 13 por cento na semana.

Outro importante questionamento tem sido a capacidade do BCE de encontrar uma forma de agir como credor de última instância, à maneira do Federal Reserve nos EUA. As especulações de que o BCE poderia fazer empréstimos ao Fundo Monetário Internacional a fim de resgatar alguns membros da zona do euro ganharam força.

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