Wall Street recua com dados sobre China e zona do euro

Setores cíclicos levaram as bolsas de valores dos Estados Unidos a fechar em baixa nesta quinta-feira, preparando o índice-termômetro S&P 500 para sua primeira semana de recuo em seis, após dados mostrarem desaceleração nos setores industriais da China e da zona do euro.

RODRIGO CAM, REUTERS

22 de março de 2012 | 18h05

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,60 por cento, para 13.046 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,72 por cento, para 1.392 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,39 por cento, para 3.063 pontos.

Os dados negativos não são uma surpresa para o mercado, já que vários analistas já previram uma recessão na zona do euro e mais cedo neste mês, a China reduziu sua meta de crescimento para 2012 a 7,5 por cento, menor valor em oito anos.

Ainda assim, investidores foram afetados pela queda em ambas as regiões, o que chamou atenção para preocupações de que um recuo inesperadamente severo possa afetar a recuperação econômica mundial.

A queda na demanda levou a indicações de uma correção nas ações após o S&P 500 ter tido uma série de dez semanas de ganhos em onze semanas até agora. O índice de referência ainda está próximo da máxima em quatro anos atingida na segunda-feira.

"O avanço que tivemos até agora neste ano não é sustentável, e o mercado está tomando um tempo para respirar", disse Terry Morris, operador-sênior de ações no National Penn Investors Trust Company em Reading, Pennsylvania.

"O mercado pode facilmente decair 3 a 5 por cento, ainda manter-se no contexto de uma melhora econômica e continuar a pressionar adiante", disse.

A ação da FedEx arrastou o índice de transporte Dow Jones Transportation Average após a segunda maior empresa do mundo de entrega de pacotes alertar sobre uma previsão mais fraca, em parte devido à fraca economia europeia.

O setor energético do S&P caiu 2,1 por cento e o setor de matérias-primas recuou 1,6 por cento.

As ações nos Estados Unidos tiveram grande valorização neste ano, devido em parte a uma série de dados melhores do que o esperado sobre a economia do país. Na semana que vem, o S&P 500 pode terminar seu melhor trimestre (quando comparado ao equivalente no ano anterior) desde meados de 2009.

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