Diones dos Santos Almeida/WEG
Diones dos Santos Almeida/WEG

WEG vai investir R$ 178,2 mi para ampliar fábrica no Espírito Santo

Trata-se do segundo maior parque industrial da companhia, atrás somente da localizada na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, onde está a sua principal sede

André Jankavski, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2021 | 06h00

Mesmo com uma recessão a caminho em 2022, a fabricante de motores e componentes elétricos WEG decidiu anunciar mais um investimento milionário. Até 2023, a companhia vai desembolsar R$ 178,2 milhões para a ampliação e modernização da sua planta localizada no município de Linhares, no Espírito Santo. Trata-se do segundo maior parque industrial da companhia, atrás somente da localizada na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, onde está a sua principal sede.

Para se ter uma ideia do tamanho do montante, desde a chegada da WEG no Espírito Santo, foram desembolsados R$ 257 milhões na região. Com os novos investimentos, a planta vai ampliar a área construída de 65 mil para 79 mil metros quadrados e a WEG ainda vai contratar 250 novos colaboradores para a nova etapa. A produção total da planta, quanto todas as obras estiverem concluídas, deve crescer 30%.

De acordo com o diretor superintendente de motores comerciais e appliance da WEG, Julio Cesar Ramires, o aporte vai em linha com o crescimento da demanda que a empresa espera para os próximos anos. Nem mesmo a possível retração da economia do ano que vem – o banco Itaú, por exemplo, estima uma queda de 0,5% do PIB em 2022 –, tem diminuído o ímpeto comprador dos clientes da WEG, relata o executivo. 

“Não estamos pensando apenas no ano que vem e temos conversado com os nossos lcientes que se mostram esperançosos de que o não que vem seja um bom ano. Pode não ser tão bom quanto 2021, mas praticamente todos os clientes têm nos passado planos realistas e com esperança”, diz Ramires.

Ao mesmo tempo, a WEG quer ampliar a sua participação dos produtos fabricados em Linhares no mercado externo. Isso porque, apesar de 56% das vendas de 2020 da companhia terem vindo do exterior, os motores elétricos de pequeno porte e comerciais, muitos deles destinados para a fabricação de eletrodomésticos, ainda representam uma fatia pequena das exportações da companhia.

No Espírito Santo, a empresa produz desde motores para a indústria, como os colocados em compressores, para os maquinários ligados para o agronegócio, tendo secador de grãos como exemplo, até produtos voltados para cozinha industrial, cortador de grama, entre outros. Hoje, de acordo com Ramires, 90% de toda a produção de Linhares é para o mercado local.

“Com a modernização que estamos fazendo, podemos fazer a planta ficar mais flexível para atender tanto o mercado de exportação quanto o mercado interno. Dependendo da demanda, podemos aumentar as vendas para o exterior”, diz o executivo. 

As ações da WEG, que foram um dos destaques na Bolsa no ano passado com uma valorização de 120%, estão andando de lado em 2021. De janeiro para cá, a empresa registra uma queda de 0,94%, o que não deixa de ser um bom resultado tendo em vista a queda de mais de 11% registrado pelo Ibovespa no mesmo período. 

Um dos motivos para a resistência da empresa no mercado de capitais está nos seus resultados, que têm agradado analistas e investidores. No terceiro trimestre, a empresa teve uma alta de 26,2% no seu lucro, a R$ 812,9 milhões. A alta da receita foi ainda maior: 29,1%, alcançando R$ 6,1 bilhões. E por ter um portfólio variado de produtos voltados para uma economia verde, como eletrificação de veículos, armazenamento de energia e utilizar fontes de energia limpa para a sua indústria, o Bank of America acredita que a empresa tem um futuro promissor pela frente. Não por acaso, o banco americano enxerga um potencial de alta de quase 30% nas suas ações.

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