Whirlpool vai fechar fábrica nos EUA e cortar 1.100 vagas

A Whirlpool planeja fechar sua fábrica em Evansville, no estado de Indiana, nos Estados Unidos, e transferir parte da produção para o México no ano que vem, uma mudança que irá eliminar cerca de 1,6 por cento de sua força de trabalho.

REUTERS

28 de agosto de 2009 | 17h23

A maior fabricante de eletrodomésticos do mundo, que superou expectativas nos últimos dois trimestres devido a uma agressiva política de corte de custos, afirmou que a medida, que irá eliminar 1.100 vagas de trabalho em tempo integral nos Estados Unidos, não deve afetar suas previsões para 2009.

Mas a representante da Whirlpool Jill Saletta não quis dar mais informações sobre a expectativa de economia nas despesas da empresa a partir da nova medida.

A Whirlpool afirmou que ainda decide qual a melhor localização para seu Centro de Desenvolvimento de Produtos de Refrigeração, parte do qual estava na fábrica em Evansville, que conta com cerca de 300 funcionários.

Mesmo com planos para transferir a produção de seus freezers de topo de linha antes fabricados na unidade para outra no México, a empresa ainda não determinou para onde irá transferir sua produção de geladeiras.

A Whirlpool já consolidou suas operações na China, além de reduzir suas contribuições para fundos de pensão, fechar fábricas e cortar o gasto de capital para segurar a despesas durante a recessão.

A empresa, que anunciou que suas projeções para lucro e fluxo de caixa de 2009 continuam as mesmas, elevou em julho a estimativa mais baixa de sua faixa de previsão para o lucro de 2009 de 3 para 3,50 dólares por ação, ao mesmo tempo mantendo a o valor maior da faixa em 4 dólares.

As ações da Whirlpool subiram mais de 1,40 dólar nesta tarde, para 66,99 dólares na bolsa de Nova York.

(Reportagem de Jessica Wohl e Dhanya Skariachan)

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