White Martins estuda investir em energia para garantir produção

A White Martins, maior empresade gases industriais e hospitalares da América do Sul, estápreocupada com o possível gargalo de energia no país no médioprazo e pensa em investir em auto-produção para garantir o seucrescimento. A empresa está expandindo plantas no Brasil e em paísesvizinhos e prevê para 2008 investimento de 200 milhões dedólares --160 milhões de dólares no Brasil--, que vão se somaraos 730 milhões de dólares já investidos na região nos últimosquatro anos. "O país, do jeito que está crescendo e vai continuarcrescendo em 2009, vai ter um bom teste em 2010, porque não seise (a economia) vai crescer mais do que a energia que vamoster", disse a jornalistas o presidente da White Martins,Domingo Bulus, nesta terça-feira. Ele explicou que ainda não definiu qual será o tipo degeração que a empresa pretende optar. "Queremos entrar naprodução, mas temos que analisar, pode ser uma PCH (PequenaCentral Hidrelétrica), vamos tentar entender o cenárioprimeiro", disse. A White Martins hoje consome 400 megawatts hora, informou. Bulus disse esperar um crescimento de 15 a 17 por cento nofaturamento da empresa este ano, sobre a receita de 1,4 bilhãode dólares do ano passado, e para 2008 as perspectivas tambémsão positivas. "Devemos repetir esse crescimento", afirmou. Ele anunciou que vai construir mais uma planta de GásNatural Liquefeito (GNL) no país, que poderá ficar localizadaao lado da primeira unidade, inaugurada em 2006 em parceria coma Petrobras, em Paulínia, São Paulo. A unidade atende localidades onde não existe gasoduto, comoo interior de São Paulo, sul de Minas, norte do Paraná, além deGoiás e Brasília. "Estamos perseguindo esse movimento do gás, que a gente vêque está em crescimento", disse Bulus. Controlada pela norte-americana Praxair, a White Martinscompletou 95 anos em 2007 e responde por 16 por cento dofaturamento da sua controladora. (Por Denise Luna; Edição de Roberto Samora)

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