‘WSJ’: EUA impõem sanções contra 7 petrolíferas por laços com Irã e Síria

Segundo governo americano, empresas - entre elas a PDVSA - forneceram gasolina e outros produtos refinados de petróleo ao Irã, violando uma lei de 1996

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

24 de maio de 2011 | 13h53

Os Estados Unidos impuseram nesta terça-feira, 24, sanções contra sete companhias do setor de energia, entre elas a estatal Petroleos de Venezuela (PDVSA), informa o Wall Street Journal. Segundo o Departamento de Estado, essas empresas forneceram gasolina e outros produtos refinados de petróleo ao Irã, violando uma lei de 1996, chamada Iran Sanctions Act.

Também foram anunciadas sanções contra 13 indivíduos e entidades que teriam violado a lei de não-proliferação relativa ao Irã, à Coreia do Norte e à Síria.

As sete companhias sancionadas são: a PDVSA; a Petrochemical Commercial Co. International (PCCI), de Jersey, no Reino Unido; a Royal Oyster Group e a Speedy Ship, dos Emirados Árabes; a Tanker Pacific, de Cingapura; a Ofer Brothers Group, de Israel; e a Associated Shipbroking, de Mônaco.

O Departamento de Estado afirmou que a PDVSA forneceu pelo menos duas cargas de uma mistura usada para melhorar o rendimento da gasolina. As sanções impedem a PDVSA de competir por contratos com governo dos EUA, obter licenças de exportação norte-americanas e conseguir financiamento no Export-Import Bank dos EUA.

As sanções contra a empresa venezuelana não afetarão as companhias subsidiárias da PDVSA, incluindo a Citgo, e não impedirão a exportação de petróleo para os EUA, informou o Departamento de Estado.

O subsecretário de Estado James Steinberg afirmou nesta terça-feira que as sanções são uma mostra de que "aqueles que ajudaram o Irã a escapar de sanções enfrentarão consequências".

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, assinou uma ordem executiva dando aos Departamentos de Estado e do Tesouro mais margem para atingir companhias envolvidas no setor de energia iraniano.

O Irã já foi alvo de quatro rodadas de sanções no Conselho de Segurança por seu programa nuclear. O governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad afirma ter apenas fins pacíficos, como a produção de energia, mas potências lideradas pelos EUA temem que Teerã busque secretamente armas nucleares. As informações são da Dow Jones.

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