Yahoo e Google se unem para criar e-mail livre de espiões, diz 'WSJ'

Grandes companhias de tecnologia se unem para reforçar suas defesas contra a intromissão de governos e hackers

Sudarshan Varadhan, Reuters

08 de agosto de 2014 | 11h57

O Yahoo disse que se juntará ao Google para criar um sistema de e-mail seguro até o ano que vem que pode quase impossibilitar que hackers ou funcionários governamentais leiam mensagens de usuários, segundo notícia do Wall Street Journal.

A decisão vem em um momento no qual grandes companhias de tecnologia se unem para reforçar suas defesas contra a intromissão de governos e hackers, notavelmente depois que Edward Snowden expôs no ano passado os programas de vigilância em massa da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês).

O Google, a Microsoft e o Facebook tomaram medidas para criptografar o tráfego interno depois de revelações de Snowden de que a agência de espionagem invadiu suas conexões no exterior. As companhias também fizeram ajustes menores que juntos tornaram a coleta mais difícil.

O Yahoo alterou seu processo de e-mail, para que usuários que adotem a criptografia digitem mensagens em uma janela separada, evitando que até mesmo a companhia leia as mensagens enquanto são escritas, de acordo com o jornal. Representantes do Yahoo não puderam ser encontrados imediatamente para comentar.

Na quinta-feira, o Google disse que irá encorajar desenvolvedores de websites a tornar suas páginas mais seguras para visitantes, usando a criptografia como um dos fatores para determinar a classificação em buscas.

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