YPF eleva preço de combustíveis antes do congelamento

Poucas horas antes, a petrolífera argentina havia emitido uma nota informando que não mudaria a política de preços

Marina Guimarães, correspondente da Agência Estado,

11 de abril de 2013 | 12h36

Apesar do congelamento de preços dos combustíveis decidido quarta-feira (11) pelo governo de Cristina Kirchner, por um período de seis meses, a estatal YPF aumentou os valores de seus produtos minutos antes da entrada em vigor da medida, a partir da zero hora desta quinta-feira. Poucas horas antes, a petrolífera argentina havia emitido uma nota informando que não mudaria a política de preços da companhia, "significativamente mais baixos" do mercado.

A gasolina super passou de 6,55 para 7,08 pesos (de R$ 3,317 a R$ 3,586), a premium subiu de 7,09 para 7,71 pesos (de R$ 3,591 a R$ 3,905), enquanto o óleo diesel comum aumentou de 6,09 a 6,50 pesos (R$ 3,084 a R$ 3,292) e o premium , de 7,05 a 7,53 pesos (R$3,571 a R$ 3,814). Pela cotação oficial um peso vale R$ 1,9741.

Segundo a companhia, o aumento médio aplicado foi de 7% e, ainda assim, permanecem abaixo dos preços mais elevados da concorrência e fixados como limite pela medida oficial. O presidente da Shell na Argentina, Juan José Aranguren, principal competidora da YPF, criticou os limites de alta dos preços impostos ao setor e afirmou que a medida afugenta os investimentos.

O congelamento dos preços dos combustíveis foi determinado 15 dias depois da prorrogação dos acordos entre o governo e as grandes redes de supermercados e de eletrodomésticos para manter os preços dos produtos até o dia 31 de junho. O primeiro congelamento foi negociado no início de fevereiro com prazo inicial de expiração em primeiro de abril.

O objetivo é impedir uma disparada da inflação estimada pelos analistas privados em quase 26%. Para o governo, a inflação é de apenas 10%. Os supermercadistas afirmam que a intenção do governo é manter os preços estáveis até as eleições parlamentares de outubro, quando serão renovados metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. As eleições são cruciais para o futuro político de Cristina Kirchner, que tenta obter maioria absoluta em ambas as Casas para propor uma reforma constitucional que a habilite a concorrer ao seu terceiro mandato.

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