Zabalza: troca de ações não implica em fechar capital

O presidente-executivo do Santander Brasil, Jesús Zabalza, disse que há entendimento que o valor da franquia brasileira não está refletido nas ações do Santander Brasil e que o prêmio de 20% oferecido na proposta de troca de ações feita aos acionistas minoritários é um benefício. Segundo ele, a operação melhorará os multiplicadores de desempenho do Grupo Santander e insistiu que o capital do Santander Brasil não será fechado.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

29 de abril de 2014 | 11h57

"Temos confiança grande no País e acreditamos que não estão suficientemente valorizados. Não vemos o valor da franquia refletido nas ações. Estamos dando prêmio de 20%, é um beneficio aos acionistas do Santander Brasil e ao grupo, porque a operação se refletirá também para eles (os acionistas do grupo)", disse o executivo em teleconferência nesta terça-feira, . "Vamos ter duas ações cotadas na bolsa, do Santander Brasil e do Santander Grupo", disse.

O grupo espera que a operação gere melhora de resultados e Zabalza citou as projeções feitas no mercado de que a operação de troca agregue 7% aproximadamente ao ano no resultado da matriz. "Não damos guidance de resultados futuros e essa projeção apenas replica o que está sendo apresentado pelos analistas de mercado", disse.

Jesús insistiu que a troca é voluntária e que não implicará necessariamente no fechamento de capital do Santander Brasil. Ele afirmou também não ver problemas na coexistência de ações do Santander Brasil e de BDRs do Grupo Santander, caso a adesão à troca não seja de 100%. "Queremos dar liquidez a todos os acionistas. Queremos que todos os acionistas tenham prêmio de liquidez e liberdade de escolha", afirmou.

O executivo à frente do Santander Brasil deixou muito claro que o Santander Brasil permanecerá com o capital aberto e que no momento não há planos para seu fechamento. "Vamos continuar com o capital aberto e autonomia de gestão", afirmou.

Ele esclareceu ainda que a governança passará ao nível 2 em outubro, porque "teremos menos de 25% de free float, mas continuaremos como companhia aberta", insistiu. Jesús Zabalza explicou também que os cinco meses previstos são os que o banco considera necessários para proceder com a mudança.

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