Zona do euro ainda está longe de uma união fiscal, diz Lagarde

Diretora do FMI observou que uma integração fiscal ajudaria a zona do euro a absorver choques por países individuais, com a governança e limitaria o contágio

Agência Estado,

10 de setembro de 2013 | 09h30

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse que a zona do euro ainda tem um caminho a percorrer na formação de união fiscal para lidar com crises futuras.

"Nós vemos muito a zona do euro como um belo navio que tem sido acalentado por mares suaves, mas não está completamente concluído para águas turbulentas", disse Lagarde em observações introdutórias durante conferência sobre o federalismo fiscal no Ministério das Finanças francês. "Se você não tem um navio completamente terminado e você começa a navegar em águas agitadas, é como se você tivesse um naufrágio."

A integração fiscal maior ajudará a zona do euro a absorver choques por países individuais, ajudará com a governança e limitará o contágio, acrescentou.

A ex-ministra das Finanças da França identificou várias áreas que precisam ser trabalhadas. Ela disse que a Europa fez progresso significativo no aumento da supervisão dos orçamentos nacionais, mas as regras serão boas apenas se forem implementadas apropriadamente. Lagarde pediu também um mecanismo de compartilhamento de risco, como um fundo para momentos de crise, e disse que é preciso haver um apoio crível pan-europeu para resolução de bancos.

O progresso tem sido feito sobre um apoio para bancos por meio do fundo de resgate - o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM) - mas é necessário mais clareza, acrescentou. "É realmente uma questão de tornar o ESM disponível prontamente em uma maneira simples e claramente articulada", acrescentou.

O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, que participou da mesma conferência repetiu que deseja que a zona do euro tenha seu próprio orçamento, com o equivalente a um ministro das Finanças. O primeiro passo para tal orçamento poderia ser um sistema de seguro-desemprego compartilhado, disse ele. As receitas do orçamento poderiam vir de um imposto sobre vendas compartilhada, ou mesmo um imposto sobre o carbono, sugeriu.

"A zona do euro precisa de uma segunda geração de arquitetos, então ela poderia cumprir todas as suas promessas para seus cidadãos", afirmou Moscovici. Fonte: Dow Jones Newswires.

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