As transportadoras vão sobreviver à reviravolta tecnológica do mercado de entregas rápidas?

São Paulo, SP--(DINO - 23 jan, 2017) - O imenso mercado de entregas rápidas, que no mundo gira anualmente US$242 bilhões e conta no Brasil com 1.5 milhão de motoboys, é atualmente palco de uma disputa entre as tradicionais empresas de entregas e os novos aplicativos de motofrete. A Motoboy.com surpreende com uma aposta ousada: dar às empresas de entregas tradicionais os recursos tecnológicos para enfrentarem a nova concorrência sem se intimidarem.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

23 de janeiro de 2017 | 17h30

O mercado de entregas rápidas está sendo revolucionado pela cada vez mais consolidada concorrência dos aplicativos de motofrete. Eles usam a tecnologia para otimizar os processos logísticos, eliminando custos e agilizando as entregas. A possibilidade de realizar cotação online sem negociar ao telefone e monitorar a entrega em tempo real oferece conveniência ao solicitante. Em todo o Brasil, já são mais 750 mil entregas mensais realizadas através de aplicativos.

As tradicionais empresas de entregas rápidas competem em um mercado que, na maioria das capitais, é bastante pulverizado e heterogêneo. Nem toda empresa de entregas usa sistemas digitais para controle de suas ordens de serviço. Menos ainda são as que possuem algum monitoramento de frota por GPS. A maioria recebe e negocia cotações e pedidos por telefone. Como em todo mercado transformado pela tecnologia, as transportadoras tradicionais correm o risco de ficarem para trás caso não se atualizem.

É precisamente aí que a Motoboy.com surge como um grande parceiro contra a nova concorrência. Fundada em 2013, ela foi pioneira na oferta de cotação e agendamento online de entregas rápidas através de motoboys autônomos, em modelo de negócio similar ao da Uber. No final de 2015, a Motoboy.com decidiu por mudar radicalmente o negócio. O foco da empresa passou a ser o desenvolvimento de um sistema de gestão operacional e atendimento online para empresas de entregas que trouxesse ganhos de produtividade, cortes de custos através da tecnologia e uma melhor experiência de uso para os clientes solicitantes (embarcadores).

Com isso, deixou de ser concorrentes das empresas de entregas tradicionais para se tornar seu maior aliado. Esta mudança de estratégia vem da visão da empresa de que, em muitos casos, o serviço de entregas pode ser melhor realizado por empresas de entrega tradicionais do que por motoboys autônomos.

Como descrito por Jonathan Pirovano, diretor de tecnologia da empresa, "entre tentar substituir um mercado especializado que já existe ou aperfeiçoar esse mesmo mercado através da tecnologia, a Motoboy.com escolheu a segunda opção. Nossa experiência nos mostrou que muitas empresas ficam vulneráveis na relação trabalhista com motoboys autônomos, podendo ter custos e problemas não previstos, e também há demandas específicas que são melhor gerenciadas e atendidas por transportadoras do que por autônomos."

De fato, a relação entre os motoboys autônomos, os aplicativos de motofrete e empresas contratantes está longe de ser completamente resolvida. Recentemente, motoboys autônomos de um dos maiores aplicativos de motofrete paralisaram suas operações por 2 dias em São Paulo. O Ministério Público do Trabalho solicitou explicações e uma audiência foi convocada com a presença de sindicatos dos motoboys e de entregas rápidas de São Paulo, a Secretaria Municipal de Transportes ? Departamento de Transportes Públicos (SMT-DTP) e representantes da empresa de aplicativo de motofrete. No vácuo de leis que regulam este novo tipo de serviço, a empresa de aplicativo de motofrete se viu obrigada a voltar atrás e ceder aos motoboys algumas de suas reivindicações. Ainda assim, ficaram diversas outras questões não resolvidas que trazem riscos para os contratantes dessa modalidade de operação.

A Motoboy.com identificou uma oportunidade de mercado e montou uma estratégia para manter alguns benefícios advindos da "uberização" dos serviços, mas garantindo direitos importantes aos motoboys, como registro em CLT, férias e garantias em caso de acidentes e roubos. Como resultado, a Motoboy.com viu em 2016 suas vendas triplicarem em relação ao ano anterior, comprovando assim a demanda das transportadoras por uma solução que modernize seus processos logísticos e gerenciais.

Com a confirmação do modelo de negócio, decidiram por deixar a direção da empresa para Gustavo Barbosa, especialista em Logística Empresarial, que já atuava na direção de operações da empresa. Com larga experiência em projetos logísticos para organizações de todos os portes, Barbosa assume a posição com a missão de profissionalizar ainda mais a relação institucional da empresa com as transportadoras e estruturar a empresa para um crescimento ainda mais agressivo.

É de se esperar que a reviravolta tecnológica no mercado de entregas rápidas siga forte e transformadora por muito tempo. A disputa pelo futuro das entregas está apenas começando e não há sinais de que as inovações parem por aí. As transportadoras não estão sozinhas nesta briga e contam com sólida vantagem jurídica e estrutural que pode ser determinante em um país com as características burocráticas do Brasil. Elas estão se reinventando para sobreviver e poderemos ver nos próximos anos a consolidação de transportadoras que souberam usar a oportunidade ao seu favor. Essas, certamente sobreviverão.

SOBRE A MOTOBOY.COM

A Motoboy.com oferece soluções de tecnologia em logística para empresas de entregas automatizarem suas operações. Atualmente, atende a maioria das capitais brasileiras e mais de 30 outras cidades em regiões metropolitanas.

Website: http://www.motoboy.com/

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