Autossabotagem: saiba quando a mente se torna uma inimiga

Belo Horizonte, Minas Gerais--(DINO - 08 fev, 2017) - Uma viagem que nunca acontece, uma vaga de emprego que parece longe de ser alcançada, um livro que está sempre por terminar, um projeto que nunca sai do papel ou um relacionamento que acaba sempre dando errado em função de muitos outros problemas. Esses são sinais de que a autossabotagem pode estar presente na vida de uma pessoa.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

08 de fevereiro de 2017 | 15h06

De acordo com a psicóloga e especialista em desenvolvimento humano e organizacional, Jussara Prado , a autossabotagem é um mecanismo primitivo usado para não se assumir responsabilidades e proteger a própria identidade. "A pessoa utiliza desculpas para não assumir a possibilidade de insuficiência. Geralmente quando ela se sabota, utiliza de diversas justificativas para não evidenciar o medo de ser incapaz de ir em frente, como por exemplo: 'acabei não passando na entrevista de emprego porque, o trânsito dessa cidade é terrível e com isso me atrasei" ou "se não fosse esse professor, eu teria aprendido essa matéria' ", explica Jussara .

Ainda segundo ela, normalmente quem tem esse problema apresenta também baixa autoestima, falta de amor próprio e de autoconfiança. Isso porque é comum haver uma crença ligada ao "não merecimento" que surge do inconsciente e abala o emocional. Esse padrão mental é muito comum na sociedade. Ele atrasa ou bloqueia o sucesso financeiro, a felicidade na vida afetiva, o desempenho trabalho e a saúde como um todo.

Os principais problemas que levam à autossabotagem são as crenças errôneas e inconscientes que colocam a pessoa no papel de vítima e não como autora de sua própria história. Para a psicóloga, pelo fato de não conhecer o limite e não ter como explicar determinadas situações, essa pessoa pratica a autossabotagem como escape do problema. "Esses padrões, comuns em nossa sociedade, como culpar o governo por todos os seus problemas, apontar os próprios pais por traumas mal resolvidos, são discursos recorrentes dessas pessoas", conta.

O problema de continuar com as crenças errôneas é quando a pessoa se autossabota continuamente e desenvolve a Síndrome de Sísifo, um esforço de sempre recomeçar sem se preocupar se haverá resultado ou não e nunca alcançar sucesso. "A fixação por grandes iniciativas se torna uma dificuldade em concluir, principalmente as de execução a longo prazo. O sujeito tem inúmeros projetos, textos, ideias, porém nenhum deles em andamento ou finalizado. O problema das tarefas incríveis é que nunca haverá uma plataforma razoável para dar o próximo passo", ressalta a especialista.

Para sair desse padrão mental negativo e conseguir concretizar seus sonhos, Jussara sugere que é importante iniciar o autoconhecimento. "Nesse caso o ideal é poder contar com o apoio de um profissional coach ou de um psicólogo, por exemplo. A pessoa precisa aprimorar as formas de se observar e se analisar diante das diferentes circunstâncias. Assim que reconhecer um padrão mental negativo, é possível criar frases poderosas que ajudam a reprogramar a mente. Ao dizer e escrever essas frases repetidamente durante pelo menos 21 dias, pois de acordo com a neurociência é esse o prazo que precisamos para modificar crenças ou hábitos. O indivíduo passará a trabalhar a autoconfiança e reforçar o lado positivo de sua história, de seus talentos, competências e habilidades", detalha.

Website: https://www.jussaraprado.com.br/

Tudo o que sabemos sobre:
Releases

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.