Cineasta Gui Pereira, um brasileiro apaixonado pelo faroeste

São Paulo--(DINO - 15 fev, 2017) - Ainda no segundo semestre deste ano, o cineasta brasileiro Gui Pereira, que está cada vez mais investindo em sua carreira em terras norte-americanas, estreia "Coração de Cowboy", mais novo trabalho do diretor, roteirista e produtor.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

15 de fevereiro de 2017 | 16h10

A obra conta a história do cantor sertanejo Lucca (Gabriel Sater), que é forçado por sua empresária (Françoise Forton) a cantar músicas chiclete com um apelo mais pop. Depois de um desentendimento na gravação de seu novo disco, Lucca foge da cidade grande e volta ao interior, aonde ele procura inspirações pra voltar a compor canções mais autênticas e, assim, se reconectar com o pai (Jackson Antunes). No retorno, Lucca reencontra uma antiga parceira de composições e amor de infância (papel de Thaís Pacholek) com quem vai tentar tenta reatar laços e procura resolver as pendências do passado com o patriarca.

Entre seus filmes de destaque, também estão "The Adventures of Sheriff Kid McLain' (2013) e "Pizza Me Mafia!" (2014). O primeiro curta tem o ator Joe Stevens, de vários longas de faroeste, incluindo "8 Segundos" e "Bravura Indômita", indicado a 10 Oscars em 2011, e ainda conquistou mais de 15 prêmios em festivais do mundo todo, inclusive em Bollywood, a meca do cinema indiano.

Já 'Pizza Me, Mafia!' tem o humorista Tom Cavalcante se dividindo em três papéis. O resultado foi mais um sucesso de público e crítica, com prêmios conquistados em festivais de cinema independente como Oregon International Film Festival, Worldfest Houston Film Festival, Santa Monica Independent Film Festival e St. Tropez International Film Festival.

"Desde pequeno eu sempre fui fascinado por cowboys e o gênero faroeste. Lembro de passar férias inteiras assistindo a clássicos filmes de bangue bangue, aonde Gene Autry ou Roy Rogers galopavam e cantavam do alto de seus cavalos no pôr do sol", contou Gui sobre a paixão tanto pelo gênero como pela Sétima Arte. "Desde criança eu já sabia que queria fazer cinema. Ganhei minha primeira filmadora aos quatro anos de idade e comecei a filmar meus primeiros filmes caseiros, obviamente, dentro do gênero faroeste", revelou o cineasta.

Como consequência, o faroeste trouxe à tona a paixão de Gui pelo sertanejo. Tanto que se deu bem ao dirigir clipes para duplas como Chitãozinho e Xororó, Tony & Cleber e Mayck & Julio Cesar. "Meu gosto musical também foi sempre ligado a este mundo. Sempre escutei muito sertanejo e o country americano. Eu, inclusive, aprendi a falar inglês graças às músicas country. Desde pequeno eu queria cantar minhas músicas favoritas, então sempre procurava as letras de músicas e tentava aprender o que elas diziam. Meus maiores professores foram Johnny Cash e Garth Brooks", explicou ele, empolgado.

Imagine, então, a alegria de trabalhar com um de seus grandes ídolos. "Eu trabalhei na produção do show de Garth Brooks quando ele veio ao Brasil, em 2015, para cantar na Festa do Peão de Barretos, aonde toda a arrecadação do show foi doada ao Hospital do Câncer", relembrou Gui.

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