Conselho critica ensino a distância de Arquitetura e Urbanismo

Brasília, DF--(DINO - 22 fev, 2017) - O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil lançou manifesto expressando a "preocupação e discordância com a improcedente e perigosa oferta de cursos de graduação na modalidade Educação a Distância".

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

22 de fevereiro de 2017 | 16h16

"Entendemos que os cursos de Arquitetura e Urbanismo na modalidade EaD, até agora cadastrados no MEC, não atendem a legislação vigente do setor educacional, por não contemplarem a relação professor/aluno própria dos ateliês de projeto e outras disciplinas; as experimentações laboratoriais e a vivência para a construção coletiva do conhecimento", diz o documento aprovado por unanimidade em sessão plenária da instituição e assinado pelo seu presidente, Haroldo Pinheiro.

Na modalidade a distância, por exemplo, os estudantes não contam com a vivência prática nos canteiro de obras e nos ambientes profissionais. "As ferramentas de educação a distância, conforme previsto em normativos como o Decreto nº 5.662, de 19 de dezembro de 2005, e as Portarias Normativas MEC nº 2, de 10 de janeiro de 2007 e nº 1.134, de 10 de outubro de 2016, devem ser consideradas sempre como complementares à formação presencial e nunca como substituta".

O presidente do CAU/BR afirma que já houve casos em que algumas faculdades ofereceram os cursos, mas após ações do CAU/BR e dos CAU/UF, a oferta foi interrompida. Em outras situações, foram negados registros a pessoas formadas em faculdades que não atendiam a legislação vigente.

O documento trata ainda dos resultados da parceria entre o CAU/BR e o MEC para avaliação de novos cursos. "Por meio de um acordo com o MEC, o CAU/BR tem sistematicamente se manifestado oficialmente sobre processos de autorização, reconhecimento e renovação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo no país. A esmagadora maioria desses pareceres tem sido desfavorável à autorização dos cursos, mas nem por isso eles deixaram de ser reconhecidos". Os cursos na área dobraram em número nos últimos cinco anos (de 270 para 540), sem que houvesse uma distribuição territorial planejada e que contemplasse a avaliação das respectivas e reais demandas de serviços profissionais.

O documento trata ainda dos resultados da parceria entre o CAU/BR e o MEC para avaliação de novos cursos. "Por meio de um acordo com o MEC, o CAU/BR tem sistematicamente se manifestado oficialmente sobre processos de autorização, reconhecimento e renovação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo no país. A esmagadora maioria desses pareceres tem sido desfavorável à autorização dos cursos, mas nem por isso eles deixaram de ser reconhecidos". Os cursos na área dobraram em número nos últimos cinco anos (de 270 para 540), sem que houvesse uma distribuição territorial planejada e que contemplasse a avaliação das respectivas e reais demandas de serviços profissionais.

O documento trata ainda dos resultados da parceria entre o CAU/BR e o MEC para avaliação de novos cursos. "Por meio de um acordo com o MEC, o CAU/BR tem sistematicamente se manifestado oficialmente sobre processos de autorização, reconhecimento e renovação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo no país. A esmagadora maioria desses pareceres tem sido desfavorável à autorização dos cursos, mas nem por isso eles deixaram de ser reconhecidos". Os cursos na área dobraram em número nos últimos cinco anos (de 270 para 540), sem que houvesse uma distribuição territorial planejada e que contemplasse a avaliação das respectivas e reais demandas de serviços profissionais.

A Associação Brasileira de Ensino em Arquitetura (ABEA) e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) também se manifestaram contra a oferta de cursos de Arquitetura e Urbanismo a Distância, em defesa de padrões de qualidade anteriormente já estabelecidos pelo MEC.

A íntegra do manifesto do CAU/BR e das demais entidades está disponível no site www.caubr.gov.br

Website: http://www.caubr.gov.br

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