Dono da Brincadeira: empresário brasileiro inova no mercado internacional de brinquedos

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Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

16 de março de 2017 | 08h40

Rio de Janeiro--(DINO - 21 fev, 2017) - Brinquedo é coisa séria para o empresário Marcelo Griebler. Há três anos, o gaúcho decidiu deixar Porto Alegre e fixar residência em Orlando (Flórida) com a família. O motivo? A proximidade geográfica dos complexos de parques da Disney, um dos seus principais clientes internacionais. Aos 41 anos, Griebler é CEO da Toymaker, empresa que cria e fabrica brinquedos oficiais da turma do Mickey, entre outras marcas.O empresário começou a se interessar pelo universo dos brinquedos muito jovem. "Meu pai é representante de brinquedos há mais 40 anos. Sempre fui apaixonado por esse universo", diz. Em 1991, seguiu a tradição familiar e começou a trabalhar como representante comercial de brinquedos no Rio Grande do Sul. "Comecei a viajar muito cedo e sempre fui muito curioso. Aprendi a "ver" o dia a dia, o que era tendência, o que fazia sucesso. Daí a surgir a vontade de criar foi um passo", conta. O encanto e interesse pela área foram tamanhos que começou a estudar e pesquisar o mercado. Hoje, quase 26 anos depois, o gaúcho é um dos empresários mais influentes do mercado internacional, desenvolvendo produtos de grandes marcas como Disney, Marvel e Pixar.A parceria com a Disney surgiu há 12 anos, quando enxergou uma oportunidade única e um grande desafio: "Na época, uma empresa havia tido problemas e várias categorias de licenciamento estavam disponíveis. Conhecia o gerente de licenciamento e ofereci meu serviço "na cara e na coragem". Em dezembro de 2005, me vi com contrato aprovado pelo financeiro da Disney e não tinha nem empresa nem produtos! (Risos). Foi um voto de confiança. Corri muito atrás. Visitei fábricas na China, conversei com designers e pesquisei o campo. Minha chance de sobreviver era fazer alguma coisa inovadora. Menos de um ano depois, lançamos a linha "Disney Baby" de brinquedos musicais para a primeira infância. Foi um sucesso", avalia.O crescimento da empresa foi considerável. De uma pequena sala na capital gaúcha, Griebler hoje comanda quatro filiais pelo mundo, além da sede em Orlando. "A Toymaker tem representações em Porto Alegre ? onde trabalha nosso time de designers - Hong Kong, Buenos Aires e Cidade do México", revela. A empresa é totalmente autossuficiente nas áreas de Design e Engenharia.Atualmente, seus brinquedos podem ser encontrados em mais de 42 países. Nos EUA, o país mais competitivo em termos de mercado global, a Toymaker é presente com várias parcerias, entre elas a rede Walgreens que distribui os produtos em seus mais de 8600 pontos de venda. "Na verdade, marcar presença no mercado mundial não foi difícil. O difícil é conquistar os EUA. O mercado americano é um grande desafio. Fechamos com a Walgreens em 2014 e, atualmente, temos dois itens entres os top 10 de venda da rede", explica.Para o futuro, pretende investir em novidades, mas sem esquecer dos brinquedos consagrados: "O ato de brincar foi ficando obsoleto com os eletrônicos. Queremos resgatar essa infância, trabalhamos para isso. Por exemplo, os carros de roda livre, brinquedos para a praia como baldinho e ferramentas... Todos fazem um sucesso enorme com as crianças. O que falta é a iniciativa da indústria em manter esses brinquedos clássicos".Sobre os lançamentos para o Brasil, ele adianta um produto que vai ajudar os pais a localizar os pequenos: "Quero trazer o Dozzy, um produto inovador que certamente vai ter um espaço grande nos nossos mercados. Se trata de um relógio infantil que serve como localizador de crianças. Com o adventos das tecnologias de comunicação, ficou viável ter um aparelho que fosse brinquedo para as crianças e ao mesmo tempo localizador para os adultos. A triangulação de antenas celular em conjunto do GPS e de um APP torna o Doozy uma grande ferramentas para os pais. Hoje, temos 5.000 relógios em fase de testes na Flórida e quero trazer essa tecnologia para meu país", planeja.

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