Favorita dos brasileiros, avanço da poupança ainda é tímido

Rio de Janeiro - RJ--(DINO - 27 jan, 2017) - Quando se ouve falar em guardar dinheiro, a poupança é uma das primeiras opções que vêm à cabeça. Devido à sua segurança e praticidade, ela é a favorita da maioria dos brasileiros. E isso foi comprovado por uma pesquisa realizada pela Fecomércio - RJ.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

27 de janeiro de 2017 | 09h42

A pesquisa contou com a participação de 1.200 pessoas de 72 municípios do país. Segundo o levantamento, 76% dos brasileiros que têm uma reserva financeira afirmaram ter a poupança como primeira opção.

A popularidade da caderneta não é novidade. Contudo, esse favoritismo está perdendo força atualmente. Em 2012, por exemplo, os usuários eram 88%, já que na época a poupança era mais atraente do que hoje em dia.

Entre os principais fatores que contribuíram para esse declínio estão a atual desaceleração econômica e a queda na rentabilidade causada pela inflação. Com isso, o ano de 2016 foi marcado por uma fuga expressiva da poupança. Desde o fim de 2014 até dezembro do ano passado, foram cerca de R$ 94,3 bilhões retirados pelos brasileiros.

Em 2016, os saques chegaram a somar R$ 1,98 trilhão, enquanto os depósitos equivaleram a R$ 1,94 trilhão. De acordo com o Banco Central, o valor de saques é o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1995. A captação líquida em 2016 ficou no vermelho, totalizando um saldo negativo de aproximadamente R$ 40,7 bilhões.

Apenas em dezembro passado, a caderneta começou a apresentar leve recuperação. Segundo dados oficiais, o saldo total foi positivo em R$ 10,6 bilhões. Em novembro, a caderneta já tinha ficado no azul, com um balanço de R$ 1,8 bilhão. Os dois últimos meses do ano, todavia, foram os únicos positivos para a poupança em 2016.

A boa performance no último mês de 2016 foi impulsionada, entre outras razões, pelo pagamento do 13º salário. Isso porque o maior volume de entrada líquida aconteceu no dia 20 de dezembro, quando costuma-se realizar o pagamento da segunda parcela do benefício trabalhista.

Outro dado que indicou uma possível retomada da caderneta foi sua rentabilidade em 2016. Após desempenho ruim em 2015, quando o retorno chegou a ficar abaixo da inflação, o rendimento poupança foi de 8,3% no ano passado.

Apesar do ganho real positivo apresentado recentemente, outros investimentos ainda são mais atrativos que a poupança por oferecerem rentabilidade maior. Exemplo disso são os títulos do Tesouro Direto, que em 2016 chegaram a ter a segunda melhor rentabilidade no primeiro semestre do ano. Além de rentável, o programa do governo também é bastante seguro e acessível, já que é possível começar a investir através da internet com um montante a partir de R$ 30.

Outro investimento que pode ser mais interessante que a caderneta é o Certificado de Depósito Bancário. Popularmente conhecida como CDB, essa modalidade pode oferecer até o dobro de rentabilidade da poupança. A segurança fica por conta do Fundo Garantidor de Crédito, que neste caso assegura o investidor em até R$ 250 mil por CPF e por instituição.

Se as aplicações citadas ofereceram bons retornos para o investidor, o lugar mais alto no pódio é da Bolsa de Valores. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresentou valorização de quase 39% no ano passado, sendo considerado, portanto, o melhor investimento do ano.

Em tempos de economia em recuperação, buscar investimentos mais rentáveis é o caminho para os brasileiros que buscam valorizar seu capital. No entanto, a falta de conhecimento ainda é um dos maiores obstáculos para democratizar os investimentos em ações. Mas, devido ao excelente desempenho em 2016, é possível que a Bolsa de Valores conquiste ainda mais investidores nos próximos meses.

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