Marun vai comandar reforma da Previdência

Brasília--(DINO - 08 fev, 2017) - O PMDB da Câmara uniu-se em torno do deputado Carlos Marun (MS) para indicá-lo como presidente da Comissão Especial que vai discutir a reforma da Previdência. Ele foi escolhido por sua capacidade de liderança e, sobretudo, por ser um parlamentar reconhecido por sua atuação destemida e compromissada.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

08 de fevereiro de 2017 | 15h52

Logo nas primeiras entrevistas que concedeu sobre o tema, Marun deixou claro que pretende seguir à risca o cronograma dos trabalhos. O objetivo é aprovar a reforma da Previdência até junho deste ano. A relatoria ficará a cargo do deputado Arthur Maia (PPS-BA), que já foi líder da bancada do partido Solidariedade.

Como presidente, Marun disse que atuará "de acordo com as regras regimentais". A declaração tem como destinatário a oposição formada por PT, PDT, PC do B e Psol, partidos que não querem aprovar a reforma da Previdência e já planejam uma série de medidas protelatórias para retardar a votação.

Liderada pelos petistas, a oposição quer atrapalhar a votação das reformas para fragilizar o governo Michel Temer e promover a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018. O grande empecilho, porém, são os problemas que o petista enfrenta na Justiça, especialmente com o juiz Sergio Moro.

Primeiro vice-líder da bancada do PMDB e vice-líder do governo, Marun tem a confiança do presidente Michel Temer. Apesar de estar apenas no seu primeiro mandato, Marun teve atuação marcante no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff entre o fim de 2015 e meados de 2016.

Em grande parte das vezes, Marun agiu para proteger o então presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que, por conta da ação contra Dilma, sofria ataques frequentes do PT. Por conta dessa ação, Marun passou a ser acusado de integrar a ala do partido que Cunha sempre ajudou em campanhas eleitorais.

Até agora, no entanto, nunca apareceu nenhum indício de que Marun tenha participado de qualquer esquema de corrupção ao lado de Eduardo Cunha. Gaúcho de nascença mas eleito pelo Mato Grosso do Sul, Marun se diz "um homem de palavra", por isso não abandonou Cunha nos momentos difíceis.

"Sempre foi meu amigo, mas sempre defendi que Eduardo fosse julgado pela Justiça. E é isso que está acontecendo", costuma dizer Marun nas conversas com seus interlocutores. A partir de agora, porém, deixou claro aos colegas que vai concentrar 100% de suas forças para aprovar a reforma da Previdência.

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