Ministra do TSE, Luciana Lóssio, fala sobre a importância da inclusão da mulher na política brasileira

Este conteúdo é uma comunicação empresarial

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

16 de março de 2017 | 02h36

(DINO - 23 fev, 2017) - Mesmo com todos os incentivos e leis já conquistadas a favor da maior participação partidária feminina, as mulheres brasileiras, atualmente, ainda ocupam apenas cerca de 10% dos cargos políticos da Câmara e do Senado ? situação que coloca o Brasil atrás de países como Arábia Saudita, Iraque e a Índia que, tradicionalmente, renegam os direitos femininos. Ainda, conforme dados divulgados pela União Interparlamentar, uma organização internacional responsável por supervisionar os parlamentos dos Estados, dos mais de 190 países listados, o Brasil encontra-se na 116ª colocação quando o assunto é a representatividade feminina na política.Bem por conta dessa desigualdade de gênero no poder, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há algum tempo, vem promovendo campanhas e criando movimentos de conscientização sobre o tema. A intenção é fomentar o debate nacional sobre a representatividade feminina na política, bem como promover a maior igualdade entre os sexos nesse campo. Para as eleições de 2016, por exemplo, o Tribunal desenvolveu uma campanha, veiculada nas rádios e emissoras de televisão, sobre a importância do maior envolvimento das mulheres na política.Segundo a ministra do TSE, a advogada e juíza Luciana Lóssio, uma das principais figuras femininas em atividade no cenário político brasileiro, após alguns meses do início da divulgação da campanha, já foi possível perceber alguns bons resultados. É fato que as mulheres ainda exercerem uma participação limitada na política brasileira, seja nas disputas eleitorais para cargos no Executivo, seja no Legislativo, contudo, a ministra afirma que, hoje em dia, é cada vez mais comum o assunto ser discutido entre rodas de amigos, colegas e familiares ? fato que contribui para fazer as pessoas pensarem sobre o tema e se darem conta da importância do empoderamento feminino também nessa área. A ideia do Tribunal Superior Eleitoral é apostar em medidas que consigam promover na sociedade brasileira uma reflexão gradual sobre a questão.Para isso, outra prática fundamental do TSE foi a de fiscalizar de forma rígida e contínua os partidos políticos, para que eles cumprissem a cota mínima de pelo menos 30% de candidatas mulheres para as eleições de 2016, destacou a juíza Luciana Lóssio. A cota mínima está prevista na Lei Eleitoral 9.504/1997, no entanto, nem sempre é cumprida pelos partidos ? que, agora, estão sendo monitorados mais de perto pelo Tribunal.Para a advogada Luciana Lóssio, é justamente esse ambiente desfavorável em determinados partidos políticos um dos principais motivos que explicam a situação feminina na política brasileira. A ministra do TSELuciana Lóssio é também membro da Associação de Magistradas Eleitorais da Ibero-América - uma associação que luta pelos direitos e pela igualdade de representação feminina na política ? e Conselheira do Conselho Nacional de Direitos Humanos.Como membro efetivo, a juíza compõe o Tribunal Superior Eleitoral, desde fevereiro de 2013. Na época, dos sete integrantes que compunham a Casa, ela foi a quarta mulher a fazer parte do TSE. Com a posse de Luciana Lóssio, o Tribunal passou a somar, na ocasião, mais mulheres do que homens no quadro de efetivos da instituição. Na composição atual, no entanto, o sexo masculino segue sendo maioria.

Tudo o que sabemos sobre:
Releases

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.